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Guarda aprova parceria e financiamento para novo projeto da EN233 entre a cidade e o Sabugal

A Câmara da Guarda aprovou o lançamento conjunto com o Sabugal de um novo concurso para estudos e retificações do projeto da EN233, prevendo cerca de 400 mil euros para esta fase e estimando-se um investimento total na ordem dos 23,3 milhões de euros.

Guarda aprova parceria e financiamento para novo projeto da EN233 entre a cidade e o Sabugal
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Autarquia garante avanço de estudos para modernização da ligação entre Guarda e Sabugal

A Câmara Municipal da Guarda aprovou, na reunião do executivo de 24 de agosto, um contrato de parceria com o Município do Sabugal para a abertura de um novo concurso destinado à elaboração de estudos e às retificações do projeto da Estrada Nacional 233 (EN233), que liga a cidade da Guarda à fronteira raiana.

Para a fase de estudos e projeto foram aprovados cerca de 400 mil euros, montante que será suportado em partes iguais pelas duas autarquias. O objetivo manifestado pelo presidente da Câmara guardense é «de uma vez por todas, terminarmos este processo e a obra poder ser lançada», numa intervenção que pretende desbloquear um empreendimento pendente há décadas.

«Este processo tem vindo a ter os seus desenvolvimentos, uma vez que no ano passado conseguimos que o Estado central assumisse um valor de cerca de 22 milhões de euros, já com IVA, para a renovação desta estrada – sendo que cerca de 1,5 milhões de euros vão ser responsabilidade dos dois municípios, juntamente com as expropriações».

Segundo a informação prestada pelo executivo, os valores atuais do investimento estimado rondam os 23,3 milhões de euros, montantes que já foram objeto de atualização face ao protocolo de 2020, que preconizava apenas 5 milhões de euros. A diferença destina‑se a cobrir um projeto de maior envergadura, com novos traçados e intervenções estruturais.

  • Valor aprovado para estudos e projeto: ~400 mil euros (a dividir entre Guarda e Sabugal).
  • Estimativa de custo da obra: ~23,3 milhões de euros, incluindo IVA.
  • Responsabilidade dos municípios: intervenção em infraestruturas locais e expropriações, cerca de 1,5 milhões de euros.

O alcance técnico do projeto a reformular inclui «novos traçados», corte de curvas, alargamento da plataforma viária, construção de novos viadutos e pontes e alteração da base da estrada. Estas medidas pretendem acelerar e tornar mais seguros os troços atualmente críticos, nomeadamente nos pontos de maior risco e em passagens urbanas.

Impacto local e responsabilidades partilhadas

A intervenção não se limita ao troço entre as duas cidades: além dos trabalhos na via, os dois municípios assumirão responsabilidades por «intervenções em infraestruturas básicas e de atravessamentos urbanos por onde passa a EN233», designadamente nas localidades de Santana d’Azinha, Adão e Pêga, no concelho da Guarda, bem como no Vale Mourisco e na chegada ao Sabugal.

O vereador social‑democrata João Prata manifestou apoio aos contratos aprovados, mas expressou preocupação quanto à fonte de financiamento, dado que os valores ainda são estimativos. A aprovação dos estudos surge, porém, como passo necessário para clarificar custos finais e calendarizar a obra, condição indispensável para candidaturas a fundos e para a negociação com o Estado central.

Esta estratégia — realizar novas diligências técnicas antes de avançar para a obra — visa reduzir riscos de alterações posteriores ao projeto e alinhar o investimento com as necessidades reais de circulação e segurança. O processo de retificação do traçado e atualização do projeto responde também a exigências técnicas contemporâneas, incluindo melhores critérios de geometria rodoviária e segurança para peões e automobilistas.

Quadro financeiro resumido

Rubrica Valor
Estudos e projeto (a concurso) ~400 000 € (divididos entre Guarda e Sabugal)
Estimativa de obra ~23,3 milhões € (inclui IVA)
Contribuição conjunta dos municípios (expropriações e infraestruturas) ~1,5 milhões €

O avanço deste processo decorre da tentativa de garantir que o protocolo inicial de 2020 seja revisto e ajustado aos custos atuais, permitindo assim acionar os mecanismos de financiamento necessários — nomeadamente a participação do Estado central já reconhecida no ano anterior, o que deverá facilitar a execução da obra numa fase subsequente.

Para os moradores e agentes económicos da região, a modernização da EN233 significa não apenas uma via mais segura e rápida, mas também uma potencial melhoria das ligações comerciais e turísticas transfronteiriças, dado o papel desta estrada como acesso à fronteira e às comunicações interiores. A próxima etapa será o lançamento do concurso para os estudos, etapa em que se definirão prazos mais concretos e o desenho final do traçado a executar.

Até à conclusão dos estudos e à adjudicação da obra, permanecerá a necessidade de acompanhar a evolução das fontes de financiamento e de assegurar a coordenação entre os dois municípios e o Estado, de modo a que o planeamento técnico se traduza numa intervenção física com impacto duradouro na mobilidade da região.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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