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Figueira da Foz celebra 144 anos com semanas dedicadas ao património e à identidade local

De 18 a 26 de setembro, a cidade organiza oficinas, exposições e ações de desenho para envolver a comunidade na preservação e reinterpretação do património local, coincidindo com as comemorações dos 144 anos da elevação a cidade.

Figueira da Foz celebra 144 anos com semanas dedicadas ao património e à identidade local
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Programa prolongado destaca identidade, memória e criação artística

A Figueira da Foz assinala, entre os dias 18 e 26 de setembro, as Jornadas Europeias do Património, numa programação que se cruza com as comemorações dos 144 anos da elevação do concelho a cidade. A iniciativa municipal privilegia a aproximação da população aos espaços históricos e aos símbolos urbanos através de oficinas, exposições e ações participativas que ligam história, memória e criação contemporânea.

O Museu Municipal Santos Rocha é um dos principais pólos de atividade. Ali terão lugar, ao longo de vários dias, as oficinas «O Brasão da Figueira da Foz», concebidas para explorar a identidade e os símbolos que estruturam a imagem coletiva da cidade. Estas sessões destinam-se a públicos diversos e procuram estimular uma leitura crítica e prática do património heráldico e urbano.

«O património não é apenas uma herança do passado, mas também uma realidade viva»

Outra proposta destinada a articular património e criatividade é a oficina artística «PA-TRI-MÓ-NIO», organizada em parceria com a Flagrantítulo – Associação Cultural, que decorrerá no Quartel da Imagem no dia 19, em sessões matinal e vespertina. O objetivo é articular saberes históricos com práticas artísticas contemporâneas, proporcionando instrumentos para que a comunidade participe na interpretação do seu próprio património.

Exposições, murais e desenho urbano: múltiplas linguagens

O programa prossegue no dia 20 com a inauguração da exposição «Geometrias de Pedra — Calçada Portuguesa», de Bruno Veiga, no Museu Santos Rocha. No mesmo dia, às 17h00, será apresentado o mural «Pedras ao alto», da autoria de Carlos Hypart, uma intervenção que reforça a presença do património urbano enquanto superfície de diálogo público e artístico.

As Jornadas encerram a 26 de setembro com a iniciativa «Urban Sketchers — Desenhar o Património», em parceria com a MOSK – Montemor Sketchers. A atividade decorre entre as 10h00 e as 18h30 e terá como cenários o Paço de Maiorca e a Casa do Paço, convidando participantes a registar o tecido urbano e arquitetónico por via do desenho.

Em síntese, a programação combina métodos expositivos e práticos, reunindo:

  • oficinas educativas sobre símbolos e identidade;
  • ações artísticas (muralismo e exposição fotográfica/arquitetónica);
  • atividades de campo centradas no desenho e na observação urbana.

Agenda resumida

Data Hora Atividade Local
18–26 Set varias Oficinas «O Brasão da Figueira da Foz» Museu Municipal Santos Rocha
19 Set 11h00–12h30; 14h00–15h30 Oficina «PA-TRI-MÓ-NIO» Quartel da Imagem
20 Set 15h00 Inauguração «Geometrias de Pedra» Museu Santos Rocha
20 Set 17h00 Apresentação do mural «Pedras ao alto» Museu Santos Rocha
26 Set 10h00–18h30 Urban Sketchers — Desenhar o Património Paço de Maiorca / Casa do Paço

Ao colocar o património no centro das comemorações dos 144 anos da elevação a cidade, a autarquia pretende não só recordar factos históricos, mas também fomentar a participação cidadã na salvaguarda e reinterpretação do espaço urbano. A multiplicidade de linguagens—da fotografia ao mural, do desenho à oficina heráldica—reforça uma visão do património como recurso cultural dinâmico, integrador de memória e inovação.

A iniciativa insere-se no quadro das Jornadas Europeias do Património, que promovem anualmente reflexões locais sobre conservação, utilização e leitura pública do património. Para a Figueira da Foz, estas ações surgem num momento simbólico que convoca autoridades, instituições culturais e a sociedade civil para um exercício coletivo de valorização do legado material e imaterial da cidade.

A participação nas atividades, muitas das quais abertas ao público, pode ser uma oportunidade para residentes e visitantes aprofundarem conhecimentos sobre elementos identitários da Figueira da Foz e para novos públicos associarem-se às práticas de preservação cultural.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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