Festival PARAGEM ocupa espaços balneares e urbanos de Lagos em dois dias
O Festival PARAGEM: práticas artísticas contemporâneas em época balnear chega pela primeira vez a Lagos nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, com uma programação que cruza performance, instalação, artes visuais e música entre a Praia da Luz e o Centro Cultural de Lagos.
Integrada na 8.ª edição do festival, esta extensão pretende aproximar a criação contemporânea dos contextos de fruição turística e balnear, levando artistas transdisciplinares para locais não convencionais e para espaços do quotidiano algarvio. Sob o mote curatorial
«(De) Férias no Algarve»o programa propõe «diferentes formas de atravessar a paisagem e de olhar para lugares familiares a partir de outras perspectivas», segundo a organização.
Programação e artistas
A presença do PARAGEM em Lagos distribui-se por dois dias e por vários pontos da Praia da Luz, terminando na cidade de Lagos. O roteiro inclui apresentações que se centram em questões de corpo, identidade, quotidiano e experimentação sonora.
| Data | Hora | Local | Evento / Artista |
|---|---|---|---|
| 18 de agosto | 17h00 | Areal da Praia da Luz | PUT’ A CRIME — Vanda Madureira (performance) |
| 18 de agosto | 20h00 | Miradouro da Luz | A BESTA, AS LUAS — Elizabete Francisca com Kino Sousa (performance) |
| 19 de agosto | 18h00 | Avenida dos Pescadores, Praia da Luz | Sem Título — João Ferro Martins (instalação-performance / escultura sonora) |
| 19 de agosto | 19h00 | Avenida dos Pescadores, Praia da Luz | As Faqueiras — Electro-Domésticas (Filipa Brito, Lara Boticário Morais e Elizabete Francisca) |
| 19 de agosto | 21h30 | Centro Cultural de Lagos | Lavoisier (Patrícia Relvas e Roberto Afonso) — concerto |
Contributo para a vida cultural e para o turismo
A extensão do PARAGEM a Lagos insere-se numa estratégia de levar práticas artísticas contemporâneas para espaços associados ao turismo e à época balnear — praias, miradouros, ruas e equipamentos culturais — com o objectivo de provocar «pequenas fricções estéticas» e novas leituras do território. Para a cidade, a iniciativa representa uma oportunidade de diversificar a oferta cultural durante um período de forte afluência turística e de trazer públicos locais e visitantes para eventos gratuitos em locais públicos.
Entre as propostas programáticas destacam-se obras que problematizam o quotidiano e as representações do corpo: Vanda Madureira apresenta uma peça centrada em práticas corporais e identidade, enquanto Elizabete Francisca explora a resistência e emancipação através do gesto e do som. A instalação sonora de João Ferro Martins inspira-se no universo dos músicos de rua, estabelecendo uma ligação entre a paisagem e a experiência balnear. As Electro-Domésticas transformam objectos do quotidiano doméstico em instrumentos de criação e crítica social.
Organização e apoios
O festival é promovido pela BÓIA – Associação Cultural, com direcção artística de Filipa Brito e Nelson Guerreiro. Esta extensão integra a programação da 8.ª edição do PARAGEM e beneficia do apoio de entidades públicas envolvidas na promoção das artes contemporâneas, bem como de instituições locais, que tornam possível a utilização de espaços como o Centro Cultural de Lagos.
O que esperar e como participar
As acções divulgadas são maioritariamente de acesso público e desenham-se em locais de grande fruição turística, pelo que a participação pode ocorrer de forma espontânea por parte de residentes e visitantes. A presença do festival em tempos de maior movimentação turística coloca Lagos no circuito de iniciativas culturais contemporâneas do Algarve e potencia encontros entre criadores e comunidade.
- Datas: 18 e 19 de agosto de 2026.
- Locais principais: Praia da Luz (areal, miradouro e Avenida dos Pescadores) e Centro Cultural de Lagos.
- Géneros: performance, instalação, artes visuais e música.
Para residentes e operadores turísticos, o festival oferece um programa de curta duração que pode complementar a oferta estival da cidade e estimular percursos culturais alternativos fora dos circuitos mais turísticos convencionais.
O PARAGEM em Lagos surge assim como um exemplo de como a cidade tem vindo a acolher propostas que dialogam com a paisagem e com a vivência local, ao mesmo tempo que reforçam a atractividade do Algarve como palco para iniciativas de criação contemporânea.