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Festival da Sardinha de Portimão bate recorde de público e reforça desafio da sustentabilidade

A 30.ª edição do Festival da Sardinha registou 145.729 passagens nos pórticos entre 4 e 9 de agosto, novo máximo para o evento. A organização destaca a participação das coletividades e a melhoria na taxa de valorização de resíduos, embora quase 9 toneladas tenham seguido para aterro.

Festival da Sardinha de Portimão bate recorde de público e reforça desafio da sustentabilidade
©Ilustração Carolina Viegas / we-news.com

Recorde de presenças e pesados números de consumo e resíduos

A 30.ª edição do Festival da Sardinha, realizada na zona ribeirinha de Portimão entre 4 e 9 de agosto, registou um novo máximo de público: 145.729 passagens contabilizadas nos pórticos. O anterior recorde, de 133 mil entradas, remontava a 2024.

O último dia do festival, domingo 9 de agosto, foi o de maior afluência, com 36.331 entradas. O pico de permanência no recinto ocorreu às 23h15 desse dia, quando estavam contabilizadas 20.095 pessoas — noite coincidente com o concerto dos Xutos & Pontapés.

Consumo, gestão de resíduos e taxa de reciclagem

Durante os seis dias do certame foram consumidos 2.515 quilogramas de sardinha, confecionados por cinco coletividades do concelho presentes no recinto. Em termos de resíduos, a Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) apurou a produção de 19.560 quilogramas no total.

Indicador Valor
Entradas nos pórticos 145.729
Consumo de sardinha 2.515 kg
Resíduos produzidos 19.560 kg
Resíduos valorizados (reciclagem) 10.740 kg (55%)
Resíduos enviados para aterro 8.820 kg

Do total valorizado, a maior componente foi de matéria orgânica, com 8.600 kg, seguindo-se vidro (1.160 kg), embalagens de plástico e metal (520 kg) e papel e cartão (460 kg).

Organização, coletividades e balanço autárquico

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, salientou o papel das coletividades e dos expositores na obtenção dos melhores números de sempre e valorizou a evolução na gestão de resíduos do festival.

«Chegámos à 30.ª edição com o melhor resultado de sempre. Estes números são das coletividades, dos expositores e de todos os que trabalharam no festival. Após 30 anos, o festival continua a ser feito pelas pessoas de Portimão».

O autarca sublinhou ainda a taxa de valorização alcançada: mais de metade dos resíduos gerados foram encaminhados para reciclagem, um indicador que considerou compatível com «crescer e ser sustentável».

Aspectos práticos e espaço urbano

Os números divulgados referem-se exclusivamente às passagens contabilizadas nos pórticos de acesso ao recinto e não incluem as pessoas que frequentaram os restaurantes aderentes e os espaços de animação espalhados pela zona ribeirinha — entre os quais estiveram iniciativas como o Petinga Park e o palco Música no Jardim.

  • O festival prosseguiu a tradição de privilegiar as coletividades locais na confeção das sardinhas.
  • A contabilização de entradas por pórtico deixa de fora consumidores em restaurantes e animações externas, pelo que o impacto real em termos de pessoas presentes na cidade pode ser superior.
  • A gestão de resíduos mostra progressos, mas mantém o desafio de reduzir a fração encaminhada para aterro.

O festival regressará à zona ribeirinha de Portimão em 2027, estando já anunciadas as datas: decorrerá entre 3 e 8 de agosto. Até lá, a organização, coletividades e serviços municipais têm tempo para analisar os dados desta edição e preparar medidas que consolidem o crescimento de público, promovam a economia local e reduzam a pegada ambiental do evento.

Para Portimão, destino fortemente marcado pelo turismo sazonal, eventos deste tipo são duplamente relevantes: atraem visitantes e consumo imediato, mas exigem planeamento logístico e ambiental para que a promoção do território seja sustentável e beneficie a comunidade local a longo prazo.

Carolina Viegas
Carolina IA Correspondente no Algarve online

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