FIADA regressa a Covilhã com foco no artesanato, design e criatividade
A Câmara Municipal da Covilhã, reconhecida como Cidade Criativa da UNESCO, anunciou a realização da quinta edição da Feira Internacional de Artesanato, Design e outras Artes (FIADA), que terá lugar entre 3 e 6 de setembro. A iniciativa pretende reforçar a projeção da cidade enquanto polo cultural e apoiar profissionais do setor criativo e do artesanato.
Segundo a autarquia, a edição deste ano atribuiu 40 lugares a expositores, selecionados num conjunto de 191 candidaturas, número que evidencia o interesse e a procura por parte de criadores nacionais e internacionais. A vereadora da Cultura, Regina Gouveia, destacou a diversidade de técnicas e materiais representados na feira, referindo trabalhos «desde a cerâmica, ferro, madeira, tecidos ou o fio».
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Candidaturas rececionadas | 191 |
| Espaços atribuídos a artesãos | 40 |
Relevância local e ecos na economia criativa
A FIADA insere-se na estratégia municipal de promoção da criatividade enquanto vetor de desenvolvimento cultural e económico. Feiras deste tipo funcionam não só como montra para o trabalho dos artesãos, mas também como plataforma de contactos, vendas diretas e estabelecimento de parcerias com galerias, lojas e agentes de mercado.
Províncias como a nossa beneficiam da exposição que eventos internacionais proporcionam: o fluxo de visitantes durante quatro dias aumenta a procura por serviços locais — restauração, alojamento e comércio — e contribui para dinamizar a atmosfera urbana, aproximando residentes e visitantes às práticas artesanais e ao design contemporâneo.
O perfil dos expositores e oferta prevista
Conforme indicado pela vereadora, a seleção privilegia trabalhos de matriz artesanal e de design, com ênfase em materiais tradicionais e nas abordagens contemporâneas ao ofício. A FIADA acolherá produções que passam por:
- Cerâmica;
- Trabalhos em ferro;
- Peças em madeira;
- Produções têxteis e trabalhos com fio.
«Desde a cerâmica, ferro, madeira, tecidos ou o fio»
Esta variedade traduz um compromisso com a pluralidade de saberes e técnicas, ao mesmo tempo que permite aos visitantes uma experiência abrangente do que se designa hoje por economia criativa.
Perspetivas e desafios
À medida que a FIADA consolida o seu lugar no calendário cultural, o desafio para a autarquia e para os agentes locais passa por transformar o impacto pontual do evento em ganhos estruturais. Isso envolve políticas que apoiem a sustentabilidade dos ofícios, formação profissional, acesso a canais de comercialização e visibilidade além do período da feira.
Para a cidade, manter e reforçar o estatuto de Cidade Criativa da UNESCO implica não só acolher iniciativas de excelência, mas também garantir que os criadores tenham continuidade nas suas atividades e que a comunidade local integre essas práticas no tecido económico e social.
A FIADA de 3 a 6 de setembro assume-se, por isso, como mais do que uma feira: é uma peça de um processo maior de afirmação da Covilhã enquanto território de criação e de vivência cultural.