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Covilhã acolhe estreia de Daniel Matos no Teatro Municipal com elenco que inclui cinco crianças locais

O Teatro Municipal da Covilhã abre temporada a 12 de setembro com «A Luminosa Violência da Perfeição», peça do coreógrafo Daniel Matos que combina dança, música de Joana Guerra e participação de crianças do Conservatório local.

Covilhã acolhe estreia de Daniel Matos no Teatro Municipal com elenco que inclui cinco crianças locais
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Estreia e contexto da programação

O Teatro Municipal da Covilhã (TMC~) abre a nova temporada no dia 12 de setembro, sábado, às 21h30, com «A Luminosa Violência da Perfeição», criação do coreógrafo, performer e artista visual português Daniel Matos. A produção, marcada por uma abordagem multidisciplinar, cruza movimento coreográfico com música original de Joana Guerra e resulta de uma coprodução entre o TMC~, o Teatro das Figuras, o Cine-Teatro de Torres Vedras e o Município de Lagos.

Elenco e participação local

Em palco estarão seis bailarinos acompanhados por uma equipa de basquetebol composta por crianças. Entre os intérpretes contam-se ainda cinco crianças da Covilhã, com idades entre os 8 e 10 anos, que frequentam as aulas de dança no Conservatório local e que integrarão o cortejo coreográfico que estrutura a peça.

  • Data e hora: 12 de setembro, sábado, 21h30.
  • Local: Teatro Municipal da Covilhã (TMC~).
  • Coreógrafo: Daniel Matos; música: Joana Guerra.
  • Coprodução: TMC~, Teatro das Figuras, Cine-Teatro de Torres Vedras, Município de Lagos.
  • Elenco: seis bailarinos, equipa de basquetebol infantil, cinco crianças locais (8–10 anos).

Concepção e intenções artísticas

A peça parte de uma inspiração musical — a obra «Pavana para uma Infanta Defunta», de Maurice Ravel — e propõe um cortejo coreográfico em que lentidão e intensidade coexistem. O espetáculo desenvolve-se numa dança de carácter melancólico e pretende promover uma reflexão sobre o adiamento do fim da juventude e sobre as experiências ainda por viver. A ação cénica articula elementos performativos e visuais, afirmando o corpo como campo biográfico e o presente como espaço político, ritual e de afeto — linhas de investigação constantes na trajetória do autor.

«Talvez por me aperceber que deixei coisas para trás, ou por sentir que não vivi vagarosamente uma adolescência que deveria ser eterna, encontro agora um refúgio neste tempo da pavana para gerar uma coreografia interminável, incontrolável.»

O próprio criador afirma que a proposta busca uma espécie de «fugacidade que não desacelere nunca do início até ao fim deste cortejo», colocando em cena a questão da durabilidade da ausência de pausa e questionando «poderá um corpo driblar-se a si próprio em campo?» Segundo a sua leitura, a obra conduz também a um momento de exteriorização: «vai-se ao topo da montanha não para entrar, mas para sair de nós mesmos. Chegou a hora de respirarmos menos e suarmos mais.»

Relevância para a cidade

A presença de crianças do Conservatório da Covilhã no elenco reforça o carácter comunitário do projeto e aproxima a criação contemporânea das práticas formativas locais. A participação de jovens intérpretes locais não só oferece visibilidade a alunos do Conservatório, como também estabelece um diálogo entre as estruturas culturais da cidade e companhias/criadores convidados, fator importante para a consolidação de circuitos artísticos regionais.

Elemento Detalhe
Estreia 12 de setembro, 21h30, TMC~
Coreógrafo Daniel Matos
Música Joana Guerra
Coprodução TMC~, Teatro das Figuras, Cine-Teatro de Torres Vedras, Município de Lagos

Trajetória do autor e enquadramento artístico

Nascido em 1995 em Lagos, Daniel Matos desenvolve um trabalho marcado pelo cruzamento de práticas — dança, performance e artes plásticas — em que o corpo assume-se como arquivo e território de investigação. Desde 2014, tem colaborado com o duo Ana Borralho & João Galante como colaborador artístico, performer e assistente de ensaios em várias criações. Esta biografia artística sustenta a sua proposta para a Covilhã, onde a dimensão performativa convive com impulsos plásticos e sonoros.

A estreia em Covilhã integra-se numa programação municipal que, ao acolher coproduções e projetos que articulam formação e criação profissional, pretende reforçar o papel do TMC~ como núcleo de produção cultural no interior do país.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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