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Coimbra prepara grande investimento para modernizar o parque escolar do concelho

A Câmara de Coimbra anunciou um plano de investimento de grande dimensão na reabilitação das escolas do concelho, com candidaturas em curso e intervenções já em execução financiadas pelo PRR.

Coimbra prepara grande investimento para modernizar o parque escolar do concelho
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Autarquia anuncia plano plurianual e obras já executadas e em candidatura

A Câmara Municipal de Coimbra apresentou esta semana um plano de investimento de grande escala destinado à modernização do parque escolar do concelho, segundo declarou a presidente municipal durante a inauguração da requalificação da Escola Básica 2,3 Eugénio de Castro. A cerimónia contou com a presença do ministro da Educação e serviu para sublinhar intervenções já concluídas e projectos com candidaturas submetidas ou em preparação.

A intervenção na Escola Básica 2,3 Eugénio de Castro, fundada em 1972, representou um investimento de 12,6 milhões de euros e foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O complexo escolar, que tem capacidade para mais de mil alunos, inclui oito blocos, pavilhão gimnodesportivo e espaços exteriores e foi alvo de uma reabilitação integral, com o objectivo de criar ambientes educativos mais modernos e inclusivos.

«Coimbra fica melhor», afirmou a presidente da Câmara, sublinhando a aposta em espaços «modernos, seguros, confortáveis e adequados às exigências atuais».

Na intervenção pública, a autarca enfatizou que a requalificação do parque escolar não é um acto isolado, mas uma prioridade municipal, que só poderá atingir a plenitude com «o determinante apoio do Governo», numa referência à necessidade de financiamento complementar para alargar o programa a mais estabelecimentos.

Obras em curso, candidaturas aprovadas e projetos em espera

Para além da obra na Eugénio de Castro, o município indicou outras intervenções em curso ou aprovadas, bem como candidaturas submetidas para escolas de diferentes níveis. Entre os projectos referidos constam:

  • Escola Básica da Conchada — requalificação em execução (1,66 ME);
  • Escola Básica de Eiras — requalificação em execução (1,47 ME);
  • Escola Secundária D. Dinis — intervenção em curso (150 mil euros);
  • Escola Secundária José Falcão — candidatura aprovada, investimento previsto de 30,5 ME;
  • Escola Secundária Dom Duarte — candidatura já submetida (22,8 ME);
  • Outras escolas aguardam publicação de avisos da Prioridade P3 e autorização da CCDRC para mais intervenções.

A autarca adiantou ainda que existem pedidos de intervenção autorizados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) para mais oito escolas que não integraram inicialmente o plano, ficando dependentes da publicação dos respetivos avisos para serem formalmente enquadradas em programas de financiamento.

Escola Estado Valor (ME)
Escola Básica 2,3 Eugénio de Castro Concluída 12,6
Escola Básica da Conchada Em execução 1,66
Escola Básica de Eiras Em execução 1,47
Escola Secundária D. Dinis Em execução 0,15
Escola Secundária José Falcão Candidatura aprovada 30,5
Escola Secundária Dom Duarte Candidatura submetida 22,8

O conjunto de iniciativas reflecte uma estratégia de reabilitação que privilegia tanto a melhoria das infra-estruturas físicas — blocos escolares, pavilhões e espaços exteriores — como a criação de condições para práticas pedagógicas contemporâneas. A autarquia justificou a intervenção com a necessidade de recuperar décadas de subinvestimento em algumas escolas e de responder a exigências de segurança, conforto e inclusão.

Implicações e próximos passos

Do ponto de vista prático, a concretização deste plano depende de factores que incluem a disponibilização de fundos nacionais e europeus, a tramitação das candidaturas e a calendarização das obras para minimizar o impacto no ano lectivo. A Câmara indicou que as candidaturas estão a ser alinhadas com avisos do Ministério da Educação e a CCDRC, mas aguardam-se publicações e decisões que condicionam o alargamento imediato das intervenções.

Para a comunidade escolar de Coimbra, um desígnio municipal dessa dimensão pode traduzir-se em melhores condições de ensino, maior capacidade para práticas inclusivas e renovação de equipamentos. Resta saber o calendário de execução integral do programa e o montante final que será assegurado por comparticipações externas.

Em declarações no local da inauguração, a presidente municipal enfatizou a ambição de tornar as escolas «mais estimulantes, mais inclusivas e mais capazes de acolher novas formas de ensinar e de aprender», apontando a coordenação entre município e Governo como condição determinante para que o plano atinja a sua escala prevista.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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