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Ciência da UBI aproxima‑se da população na Praça do Município da Covilhã

Investigadores da Universidade da Beira Interior levaram à Praça do Município, na noite de 24 de setembro, demonstrações interativas no âmbito da Noite Europeia dos Investigadores e do «UBI Science & Innovation Festival», promovendo diálogo com a comunidade sobre temas como cérebro, economia circular, microplásticos e vacinas de DNA.

Ciência da UBI aproxima‑se da população na Praça do Município da Covilhã
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Investigação e sociedade: a ciência «na rua»

Na noite de 24 de setembro, a Praça do Município, no centro da Covilhã, foi palco de uma demonstração pública de ciência organizada pela Universidade da Beira Interior (UBI). Integrada na Noite Europeia dos Investigadores (NEI) e no «UBI Science & Innovation Festival – Ciência para o Território», a iniciativa procurou aproximar investigadores e cidadãos, apresentando de forma interativa e lúdica trabalhos laboratoriais e temas de investigação relevantes para a sociedade.

Temas abordados e formato

Durante várias horas, dezenas de visitantes — de todas as idades — interagiram com equipas da UBI e tiveram oportunidade de esclarecer dúvidas e desmontar mitos sobre áreas científicas diversas. As demonstrações incluíram explicações sobre o funcionamento do cérebro humano, estratégias de economia circular, medidas para minimizar o uso de microplásticos, a base das vacinas de DNA, o papel do sistema endócrino e investigação relacionada com o desenvolvimento do cancro.

  • Local: Praça do Município, Covilhã.
  • Data: noite de 24 de setembro.
  • Enquadramento: Noite Europeia dos Investigadores e «UBI Science & Innovation Festival» (três dias).
  • Público: dezenas de pessoas de várias idades, incluindo famílias e profissionais da área educativa.

Reação do público e objetivos da UBI

A iniciativa teve presença do presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, e foi pensada para divulgar o trabalho de laboratório, demonstrar o impacto da investigação na evolução social e desmistificar conceitos científicos junto da população. A UBI sublinha que o conhecimento científico não deve permanecer confinado aos laboratórios e que a comunicação de ciência faz parte da sua estratégia institucional.

«Vou poder utilizar o que estou a ver. Tenho um projecto sobre as gerações, e vou incluir nas actividades com as crianças», afirmou Joana Pimentel, educadora de infância e animadora social, depois de visitar o expositor «Do DNA às Vacinas – Um Caminho para a Protecção».

Além de visitantes individuais, a mostra suscitou interesse em profissionais da área educativa. A adopção de materiais e demonstrações científicas em contextos pedagógicos foi indicada como um benefício imediato pelos participantes que conversaram com os investigadores no local.

Impacto local e papel da divulgação científica

O formato escolhido — actividades ao ar livre e de carácter interativo — pretendeu tornar temas complexos mais acessíveis, reforçando a literacia científica e a perceção do público sobre a utilidade prática da investigação. Segundo a organização, a adesão do público comprovou que a abertura das instituições académicas à comunidade funciona como uma «ferramenta pedagógica de alto valor».

Área Conteúdo apresentado
Cérebro Esclarecimento de mitos sobre funcionamento cerebral
Economia circular Identificação de estratégias para reutilização e redução de resíduos
Microplásticos Métodos para minimizar o seu uso e disseminação
Vacinas de DNA Explicação da base e do caminho para protecção
Sistema endócrino e cancro Desmistificação e aprofundamento de conceitos

Ao concretizar este tipo de actividades no coração da cidade, a UBI reforça a ligação entre investigação científica e contexto local — tanto no plano educativo como no cívico — e contribui para que cidadãos e investigadores participem em diálogo direto sobre prioridades e aplicações do conhecimento.

Para a comunidade covilhanense, iniciativas desta natureza podem ter efeitos práticos a curto prazo (como a integração de conteúdos em projectos educativos locais) e a médio prazo, ao consolidar um ambiente onde ciência e sociedade se cruzam com maior frequência e claridade.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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