A Câmara Municipal de Castelo Branco aprovou, em reunião do Executivo realizada na quinta‑feira, o lançamento do concurso público para a elaboração do projecto de reabilitação e adaptação do edifício da antiga «Pensão Residencial Arraiana» para funcionar como Residência de Estudantes Partilhada. O imóvel, situado na Avenida 1.º de Maio, havia sido adquirido previamente pela autarquia por 666 mil euros e a decisão foi aprovada por unanimidade.
Programa funcional e capacidade
O programa funcional descrito pela Câmara aponta para uma intervenção ampla no interior do edifício, com alterações à compartimentação que procuram garantir condições de habitabilidade, acessibilidade, sustentabilidade e conforto. A proposta prevê a criação de 22 unidades de alojamento, com capacidade para um total de 29 residentes, distribuídas da seguinte forma:
- 4 quartos duplos com instalação sanitária privativa;
- 13 estúdios individuais;
- 3 estúdios duplos;
- 2 estúdios adaptados a pessoas com mobilidade reduzida.
Além destas unidades, o projecto integrará uma série de espaços comuns e serviços complementares, nomeadamente recepção, salas de estudo, biblioteca, zonas de convívio e lazer, sala de refeições com cozinha comum, lavandaria, instalações sanitárias gerais, áreas de arrumos e um terraço exterior com espaço de convívio e estendal. Para assegurar a circulação inclusiva entre os pisos, está prevista a instalação de um elevador.
«Reabilitação e adaptação do antigo edifício da “Pensão Residencial Arraiana” em Residência de Estudantes Partilhada»
Objectivos municipais e público‑alvo
Segundo a autarquia, a iniciativa integra a estratégia municipal de reforço da oferta de alojamento a custos acessíveis, direccionada sobretudo para estudantes do ensino superior, jovens deslocados, médicos e investigadores. O projecto é também apresentado como um instrumento de regeneração urbana, com expectativa de efeitos positivos no comércio local e na dinamização do centro da cidade.
Conservação da fachada e enquadramento urbano
O documento do projecto aponta para a manutenção da traça arquitectónica e do aspecto original da fachada, preservando a leitura histórica do edifício na Avenida 1.º de Maio. A intervenção concentra‑se, portanto, na reformulação interior e na melhoria das condições de acessibilidade e conforto, sem alterar de forma substancial a imagem exterior.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Aquisição | Imóvel adquirido pela Câmara por 666 000 euros |
| Localização | Avenida 1.º de Maio, centro de Castelo Branco |
| Unidades | 22 unidades de alojamento (capacidade para 29 pessoas) |
| Equipamentos comuns | Recepção, salas de estudo, biblioteca, cozinha comum, lavandaria, terraço |
| Acessibilidade | Instalação de elevador e estúdios adaptados |
O relançamento do projecto surge após um período em que o imóvel esteve sob a responsabilidade da autarquia, que já havia aprovado a compra por unanimidade do Executivo. Fontes do município destacam a intenção de acelerar procedimentos técnicos para que o concurso de projecto permita iniciar, em fases subsequentes, a obra de reabilitação.
Do ponto de vista urbano, a transformação do edifício pretende conciliar duas prioridades: responder a uma carência de alojamento a preços acessíveis — especialmente para quem se desloca para estudar ou trabalhar na cidade — e contribuir para a regeneração do tecido do centro, preservando elementos identitários da fachada.
Entre os desafios que se colocam nas próximas fases estão a definição pormenorizada do projecto de arquitectura e especialidades, a calendarização das intervenções e o financiamento das obras de adaptação. A concretização destas vertentes determinará o ritmo de execução e o impacto efectivo na oferta habitacional local.
Com o lançamento do concurso, a Câmara pretende obter propostas técnicas que compatibilizem a preservação do património edificado com exigências contemporâneas de eficiência energética, acessibilidade universal e conforto para os utilizadores, alinhadas com as prioridades apontadas no programa funcional aprovado pelo Executivo.