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Castelo Branco apela à proteção dos sistemas de rega para evitar desperdício de água

A autarquia reforça o pedido à população para não manipular aspersores e equipamentos de rega, sublinhando que alterações no funcionamento podem conduzir a desperdício significativo de água e danificação dos espaços verdes.

Castelo Branco apela à proteção dos sistemas de rega para evitar desperdício de água
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Município pede colaboração dos cidadãos para manter funcionamento e eficiência

O Município de Castelo Branco lançou um apelo público à colaboração da comunidade para a preservação dos equipamentos que compõem o sistema de rega dos jardins e espaços verdes da cidade. Numa altura marcada por temperaturas elevadas, a autarquia frisou a necessidade de um uso eficiente e responsável da água, sublinhando que a interferência humana nos aspersores compromete o desempenho do sistema e pode provocar desperdício.

Segundo a informação divulgada pela Câmara, a rega das áreas verdes do concelho é monitorizada e ajustada diariamente pelas equipas municipais, com o objetivo de conciliar a manutenção de espaços saudáveis e cuidados com a gestão responsável do recurso hídrico. As equipas são responsáveis por calibrar horários, durações e setores de rega em função das necessidades das diferentes áreas e das condições climáticas.

Riscos da manipulação de aspersores

A autarquia explica que o correto funcionamento dos aspersores é fundamental para o sistema. Quando estes equipamentos são rodados, forçados ou danificados, deixam de regar de forma adequada. Em alguns casos, passam a efetuar a rega a 360 graus, o que conduz a um fornecimento descontrolado de água e ao seu desperdício.

«Não rodem, não mexam e respeitem os equipamentos de rega existentes nos espaços públicos.»

Além do desperdício, a alteração indevida da posição dos aspersores pode direcionar água para locais onde não é necessária, como passeios e estradas, e ainda danificar o equipamento, obrigando a intervenções de manutenção mais frequentes. Tudo isto representa um custo acrescido para o município e uma menor eficiência na preservação dos espaços verdes.

Impactos e medidas

O Município recomenda que os cidadãos observem e respeitem os dispositivos de rega, reportando qualquer avaria ou vandalismo às entidades competentes. A colaboração da população é entendida como essencial para:

  • Garantir a utilização responsável da água durante períodos de calor;
  • Preservar o funcionamento e a durabilidade dos equipamentos municipais;
  • Assegurar que os jardins e espaços públicos mantenham condições de fruição e segurança.

As equipas municipais continuam a ajustar a rega diariamente, mas a eficácia dessas ações depende também da não intervenção externa nos sistemas instalados.

Problema identificado Conseqüência prática
Aspersores rodados ou forçados Rega descontrolada em 360º — desperdício de água
Direcionamento indevido da água Áreas não agrícolas (passeios, estradas) molhadas e erosão local
Danificação do equipamento Aumento da necessidade de intervenção e custos superiores

Consequências para a gestão municipal e para a comunidade

Num contexto em que a gestão sustentável da água ganha cada vez mais relevo, tanto por razões ambientais como económicas, a preservação dos sistemas de rega assume dimensão estratégica para a manutenção dos espaços públicos e para a qualidade de vida na cidade. Além do custo financeiro, o mau funcionamento do sistema pode reduzir a capacidade de resposta da autarquia face a períodos prolongados de calor.

O apelo da Câmara de Castelo Branco dirige-se a toda a população: atitudes individuais aparentemente pequenas — rodar um aspersor, forçar uma cabeça de rega ou alterar a sua orientação — podem ter efeitos multiplicadores que comprometem o uso eficiente de um bem essencial. A colaboração cidadã é, assim, apresentada como componente imprescindível de uma gestão coletiva dos recursos e do património urbano.

As pessoas que detectem aspersores danificados ou comportamentos que possam pôr em risco o sistema de rega devem contactar os serviços municipais para que as equipas possam intervir atempadamente.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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