Crescimento e consolidação do polo universitário junto ao mar
O Campus da Universidade de Coimbra (UC) na Figueira da Foz confirma a trajetória de expansão iniciada nos últimos anos: segundo os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, foram colocados 41 novos estudantes nas licenciaturas ministradas no polo local. Trata‑se de entradas nas formações de Biologia Marinha e de Engenharia Naval e Oceânica, áreas que ligam diretamente a oferta formativa à matriz marítima da região.
Distribuição das vagas
Os dados oficiais apontam para uma quase ocupação total do curso de Biologia Marinha, com 29 colocações em 30 vagas, enquanto a licenciatura em Engenharia Naval e Oceânica acolheu 12 dos 25 lugares disponíveis. A entrada destes caloiros, acrescida dos estudantes que transitam de ano e dos mestrandos que chegam em setembro, fará com que o Campus atinja uma comunidade académica de cerca de 150 estudantes no ano letivo 2026/2027.
| Curso | Vagas | Colocações (1.ª fase) |
|---|---|---|
| Biologia Marinha | 30 | 29 |
| Engenharia Naval e Oceânica | 25 | 12 |
| Total novos | — | 41 |
Parceria estratégica e impacto local
O crescimento do polo da UC na Figueira da Foz resulta da parceria entre a Universidade de Coimbra e o Município, assente na ambição de transformar o concelho num polo de referência nas áreas da inovação, da ciência e da chamada economia azul. A vice‑presidência da Câmara considerou o acréscimo de estudantes um motivo de destaque público e político.
"Motivo de orgulho", afirmou a vice‑presidente do executivo municipal, Olga Brás, em publicação nas redes sociais.
Para além do significado simbólico, a entrada dos novos alunos sucede a desenvolvimentos físicos recentes do campus. Em julho foi inaugurado o Edifício 2, resultado da reconversão do antigo terminal rodoviário da cidade, projeto que acrescentou novas salas e laboratórios vocacionados para investigação ligada aos oceanos. A cerimónia contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do reitor da UC, Amílcar Falcão, e do presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes.
Consequências e desafios
- Fixação de jovens: a capacidade de atrair estudantes para cursos especializados contribui para a retenção e atração de talento qualificado para a região.
- Dinamização económica: maior número de estudantes impacta a procura por serviços locais, alojamento, restauração e transporte.
- Investigação e emprego qualificado: novas infraestruturas e laboratórios potenciam projetos de investigação e possíveis sinergias com empresas locais e iniciativas de economia azul.
Embora os números agora divulgados reflictam apenas a primeira fase do concurso nacional de acesso, e com variações esperadas ao longo dos próximos meses com mais colocações e a chegada dos mestrandos em setembro, o crescimento assinalado reforça a imagem do campus como uma aposta estratégica do município e da universidade.
O funcionamento do Campus da UC na Figueira da Foz já data de finais de 2022, com a oferta formativa orientada para as ciências do mar e áreas tecnológicas associadas. A expansão física e a maior procura pelos cursos ligados ao mar sublinham a convergência entre projeto académico e vocação territorial marítima — uma articulação cuja consolidação continuará a ser acompanhada por autarquia e universidade nos próximos anos.
O apelo para os próximos meses será manter a qualidade formativa e potenciar as novas infraestruturas para criar oportunidades de investigação aplicada, estágios e ligação efetiva ao tecido económico local, fatores centrais para que o crescimento do campus se traduza em benefícios sustentados para a Figueira da Foz.