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Caldas da Rainha prepara programa cultural e cívico para assinalar o centenário em 2027

A cidade celebra 99 anos a 26 de agosto e lança o ciclo de comemorações do Centenário (1927-2027), com um programa centrado na memória, na vivência contemporânea e na imaginação do futuro, presidido pelo artista João Paulo Feliciano.

Caldas da Rainha prepara programa cultural e cívico para assinalar o centenário em 2027
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

As Caldas da Rainha assinalam, a 26 de agosto, o 99.º aniversário da elevação a cidade e aproveitam a data para dar início às comemorações oficiais do Centenário da Elevação das Caldas da Rainha a Cidade (1927-2027). O município apresentou um programa que visa articular memória, vida contemporânea e projeto de futuro, com o objetivo de envolver a comunidade em iniciativas que ultrapassem o carácter comemorativo e promovam reflexão sobre identidade e desenvolvimento local.

Três eixos para ler o passado, o presente e o futuro

O programa estruturante das comemorações assenta em três eixos narrativos anunciados pela Câmara Municipal: Cidade Revisitada, Cidade Vivida e Cidade Imaginada. Cada eixo procura uma aproximação distinta à História e à contemporaneidade do concelho, incluindo atividades culturais, patrimoniais e de participação pública.

  • Cidade Revisitada — valorização da memória e do arquivo: recolha e organização de fontes, exposições, leituras históricas, evoluções urbana e territorial, publicações e roteiros.
  • Cidade Vivida — enfoque na vida contemporânea: eventos e ações que mostrem a cidade em atividade, a sua diversidade social e cultural.
  • Cidade Imaginada — projecção para o futuro: debates, propostas e iniciativas que convidem a comunidade a refletir sobre a cidade que deseja para as próximas gerações.

O município salientou que as comemorações não devem limitar‑se a uma efeméride isolada, mas antes servir para «revisitar a história da cidade, valorizar a sua identidade e vitalidade contemporânea e, sobretudo, pensar e construir uma visão para o seu futuro» — palavras do presidente da Câmara, Vítor Marques, citadas na nota de imprensa municipal.

Orientação artística e alcance comunitário

As celebrações do centenário terão a presidência artística do caldense João Paulo Feliciano. Segundo a autarquia, a intervenção do artista pretende oferecer uma abordagem transversal e contemporânea ao conjunto das iniciativas, articulando diferentes domínios da criação com os objetivos de memória e participação pública do programa.

«Celebrar os 100 anos da elevação das Caldas da Rainha a cidade é celebrar a história, as pessoas e tudo aquilo que construímos juntos. É também uma oportunidade para olhar para o futuro e imaginar a cidade que queremos deixar às próximas gerações.»

O município expressa ainda o desejo de que o ano de 2027 funcione «apenas o início de novos projetos, novas ideias e novos caminhos para as Caldas da Rainha», sublinhando a ambição de que o centenário seja vivido por toda a comunidade e não apenas por programas pontuais.

Agenda e instrumentos previstos

Na informação pública sobre o programa, a Câmara refere um conjunto de instrumentos e tipos de ação que integrarão os eixos temáticos: recolha e organização de fontes documentais, exposições, leituras e publicações históricas, roteiros urbanos, intervenções artísticas e projetos de participação. A articulação entre memória e inovação cultural é apresentada como linha orientadora.

Eixo Objetivo Ferramentas previstas
Cidade Revisitada Compreender a formação e transformação da cidade Arquivo, exposições, publicações, roteiros
Cidade Vivida Valorizar a cidade contemporânea Eventos, intervenções culturais, projetos comunitários
Cidade Imaginada Projetar o futuro e mobilizar cidadãos Debates, propostas, iniciativas participativas

Os pormenores do programa, tais como calendários de eventos, parceiros institucionais e apoios financeiros, deverão ser divulgados progressivamente pela Câmara Municipal à medida que se aproximarem as datas centrais das celebrações.

Impacto local e sentido cívico

Para além do simbolismo histórico, a iniciativa centra-se também na função cívica e estratégica de uma celebração urbana: consolidar memória coletiva, dinamizar o tecido cultural e abrir espaço a projectos que deixem marcas duradouras no território. A escolha de uma presidência artística pretende, por sua vez, integrar a criação contemporânea no esforço de leitura e renovação da cidade.

À medida que a cidade entra na reta dos últimos meses antes do centésimo aniversário, a expectativa entre agentes culturais, instituições e moradores é a de que as celebrações não fiquem apenas na componente comemorativa, mas se traduzam em propostas concretas para o desenvolvimento cultural e urbano das Caldas da Rainha.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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