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Caldas da Rainha fica sem representantes portuguesas no WTA 125

O Caldas da Rainha Ladies Open perdeu esta sexta-feira os últimos representantes nacionais: Francisca Jorge foi eliminada nos quartos de final de singulares e, em pares, as irmãs Jorge caíram nas meias-finais.

Caldas da Rainha fica sem representantes portuguesas no WTA 125
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Fim da participação lusa no torneio que decorre nas Caldas da Rainha

O Caldas da Rainha Ladies Open, prova do circuito WTA 125 realizada na cidade, ficou esta sexta-feira sem tenistas portuguesas em prova. Francisca ("Kika") Jorge foi afastada nos quartos-de-final de singulares e, pouco depois, a dupla constituída pelas irmãs Francisca e Matilde Jorge cedeu nas meias-finais de pares.

Em singulares, Francisca Jorge, a melhor classificada do ténis feminino nacional (219.ª do ranking WTA), perdeu num encontro equilibrado e de longa duração frente à jovem belga Jeline Vandromme (134.ª), por 6-3, 6-7 (7-9) e 7-5. O duelo estendeu-se por cerca de três horas e dez minutos e incluiu um tie-break da segunda partida descrito como «épico» pelos cronistas presentes.

No terceiro set, Jorge foi obrigada a levantar-se de uma desvantagem após ter estado em break desfavorável, recuperando e chegando mesmo a servir para vencer o encontro depois de concretizar o break a 4-4. Contudo, Vandromme voltou a recuperar e consumou a vitória no oitavo match-point do último jogo de resposta.

«O Caldas da Rainha Ladies Open ficou esta sexta-feira sem tenistas portuguesas»

Mais tarde, em pares, as irmãs Jorge arrecadavam ainda esperanças de manter representação lusa no quadro principal. Essa possibilidade terminou quando a dupla foi derrotada pela formação australiana/indiana Elena Micic e Rutuja Bhosale — quartas cabeças de série — por 6-3 e 6-4, em uma hora e 22 minutos. As vencedoras seguem para a final, onde vão encontrar a dupla cabeça de série número um, constituída por Gabriella da Silva Fick (Austrália) e Zhibek Kulambayeva (Cazaquistão).

O resultado de sexta-feira deixa o quadro individual feminino do WTA 125 caldense sem qualquer representante portuguesa e coloca a jovem Vandromme nas meias-finais, onde irá defrontar a italiana Lisa Pigato (137.ª), terceira cabeça de série. Do outro lado da chave, a checa Gabriela Knutson (163.ª) e a checa Mia Pohankova (233.ª) completam as meias-finais, sendo que Pohankova ainda não perdeu qualquer set no torneio.

Impacto local e perspetivas

Para Caldas da Rainha, a segunda edição do torneio WTA 125 representou uma oportunidade de consolidar a cidade como palco de provas de nível internacional e de promover o ténis feminino em termos locais. A eliminação dos nomes nacionais no penúltimo dia traz a inevitável perda de público potencialmente atraído por atletas locais, mas mantém-se o interesse competitivo pela prova, dado o perfil de algumas jovens promessas internacionais em exibição.

A prestação de Francisca Jorge é de relevo pelo facto de ter igualado a sua melhor marca em eventos desta categoria ao alcançar, pela quarta vez, os quartos-de-final — já o havia feito por três ocasiões anteriores, incluindo duas esta época. A presença das irmãs Jorge nas meias-finais de pares também sublinhou a capacidade do ténis luso em provas de duplas, ainda que a sagração não se tenha concretizado.

Resumo dos confrontos envolvendo jogadoras portuguesas

  • Singulares: Francisca Jorge perdeu com Jeline Vandromme, por 6-3, 6-7 (7-9) e 7-5; duração aproximada de 3h10.
  • Pares: Francisca e Matilde Jorge foram derrotadas por Elena Micic / Rutuja Bhosale, por 6-3 e 6-4; duração de 1h22.
EventoJogadorasResultado
Singulares (quartos)Francisca Jorge vs J. Vandromme6-3, 6-7 (7-9), 7-5
Pares (meias-finais)F. Jorge / M. Jorge vs E. Micic / R. Bhosale6-3, 6-4

O torneio prossegue até domingo nas Caldas da Rainha, com as meias-finais e a final a determinar as campeãs do WTA 125 local. Apesar da ausência de representantes portuguesas nas rondas finais, a competição mantém relevância para o calendário regional e para o circuito WTA 125, já que apresenta várias jogadoras jovens com trajectórias ascendentes.

Do ponto de vista desportivo e de promoção local, a organização e os clubes associados vão agora avaliar o balanço do evento, tanto em termos de público como de retorno competitivo, para preparar edições futuras que possam, eventualmente, aumentar a participação e o sucesso de atletas nacionais.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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