Mais de 3 mil alunos participaram em iniciativas sobre água e ambiente
A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja (EMAS) faz um balanço positivo das ações desenvolvidas no ano letivo 2025/2026, tendo promovido 130 sessões de educação ambiental que envolveram «mais de 3.000» alunos de várias idades e contextos escolares. As iniciativas decorreram no âmbito de quatro programas distintos e visaram reforçar o conhecimento sobre os recursos hídricos e incentivar comportamentos sustentáveis.
Segundo a própria EMAS, as atividades enquadram‑se nos projetos Heróis da Água, Palacete d’Água, Iniciativa Participativa para a Água e Liga do Ambiente – Freguesias Rurais. Cada um destes vetores procurou adaptar conteúdos e metodologias às diferentes faixas etárias, privilegiando a participação ativa dos alunos e a ligação direta com problemas locais relacionados com a água e o ambiente.
«Transformar o conhecimento em participação e incentivar a adoção de comportamentos mais responsáveis e sustentáveis»
Essa fórmula de ação — divulgar saberes e criar oportunidades de intervenção — foi destacada como a principal meta das sessões. De acordo com a EMAS, os resultados do ano letivo traduzem não só o volume de trabalho, mas «centenas de momentos de aprendizagem, descoberta e participação» que, na ótica da empresa, contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes sobre o valor da água.
Metodologias e públicos-alvo
As atividades tiveram como alvo desde o ensino básico até escolas com contextos mais variados, incluindo iniciativas específicas direcionadas às freguesias rurais, onde a ligação entre comunidade e recursos hídricos é muitas vezes mais direta. A estratégia educativa combinou sessões presenciais, visitas e projetos participativos pensados para envolver professores e pais no processo.
- Heróis da Água: atividades lúdico‑pedagógicas para os mais jovens;
- Palacete d’Água: ações de sensibilização e visitantes ao património da água;
- Iniciativa Participativa para a Água: projetos que procuram mobilizar a comunidade escolar para soluções locais;
- Liga do Ambiente – Freguesias Rurais: intervenção em áreas rurais para reforçar práticas sustentáveis.
O esforço educativo da EMAS situa‑se num contexto mais amplo de gestão dos recursos hídricos e de promoção da sustentabilidade em Beja e no distrito. A formação de hábitos desde a infância foi sublinhada como um investimento no futuro, tanto para a preservação dos aquíferos e das infraestruturas como para a resiliência da comunidade face a desafios como a escassez e a gestão dos consumos.
Impacto local e continuidade
Para além dos números, a EMAS valoriza o efeito multiplicador destas ações: alunos informados tendem a replicar mensagens em casa e na comunidade, influenciando práticas familiares e locais. A empresa refere que pretende dar continuidade a estas iniciativas, mantendo um diálogo permanente com as escolas e as juntas de freguesia para adequar conteúdos e ampliar o alcance.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Sessões realizadas | 130 |
| Alunos envolvidos | Mais de 3.000 |
| Projetos | 4 (nomeados no relatório) |
A continuidade destas práticas depende, segundo a EMAS, da colaboração estreita com as escolas e das prioridades definidas pelas comunidades locais. No Alentejo, onde a memória da água e da seca é parte integrante da história coletiva, cada sessão assume também um papel simbólico: lembrar que a gestão do recurso é uma responsabilidade partilhada, que passa pela educação, pelas políticas locais e pelas práticas quotidianas.
O balanço apresentado pela EMAS aponta, assim, para uma aposta sustentada na educação ambiental como instrumento de mudança. Entre professores, pais e técnicos, há um reconhecimento crescente de que investir em conhecimento e participação cívica é fundamental para proteger os recursos de Beja e construir hábitos que perdurem além do ano letivo.