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Alcobaça recebe etapa do festival Polifonias com Coral e Filarmónica em setembro

O festival Polifonias, que decorre em monumentos classificados pela UNESCO, inclui este ano uma actuação no Mosteiro de Alcobaça no dia 27 de setembro com o Coral e a Filarmónica da Sociedade Artística Musical Cortosense; todos os concertos são gratuitos, sujeitos à lotação.

Alcobaça recebe etapa do festival Polifonias com Coral e Filarmónica em setembro
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

O festival Polifonias, promovido pela Fundação Inatel e dedicado a aproximar música, património e comunidades locais, terá este ano uma sessão no Mosteiro de Alcobaça no dia 27 de setembro. A intervenção anunciada no cartaz é da responsabilidade do Coral e Filarmónica da Sociedade Artística Musical Cortosense, que atuará naquele espaço classificado pela UNESCO.

Um projecto de proximidade cultural

Em curso desde há mais de uma década, o ciclo Polifonias tem como objectivo combinar programação artística de qualidade e ocupação de monumentos nacionais relevantes, procurando simultaneamente promover a coesão territorial. Ao longo de setembro o festival desenvolve-se principalmente no Mosteiro da Batalha, com uma programação variada que inclui corais, ópera e fado, e encerra com propostas que conjugam música coral e instrumental.

Para além da presença em Alcobaça, o cartaz divulgado inclui, entre outras iniciativas, a participação do Coral Polifónico do Oeste na igreja do Mosteiro da Batalha em duas apresentações no dia 12 de setembro e um espectáculo de ópera no exterior do monumento à noite. A programação pretende, segundo os promotores, contribuir para a «democratização e descentralização do acesso à cultura» e para a valorização do território por via de eventos realizados em espaços de elevado valor histórico.

«Procura‑se reforçar a ligação entre património, música e comunidade, promovendo a participação cultural e o bem‑estar»,

A adesão às iniciativas do Polifonias é livre, com todos os concertos anunciados como de entrada gratuita, embora condicionados pela lotação dos espaços onde decorrem. Essa fórmula visa, nas palavras da organização, aproximar públicos diversos e tornar mais acessível a oferta cultural fora dos centros urbanos de maior dimensão.

Programa resumido e datas

O calendário anunciado apresenta momentos distintos ao longo do mês, que combinam coros, ópera, fado de Coimbra e agrupamentos instrumentais. A presença em Alcobaça surge como extensão de um ciclo que privilegia monumentos reconhecidos e procura envolver coletividades locais.

Data Local Intervenção
12 de setembro Mosteiro da Batalha (Igreja / Exterior) Coral Polifónico do Oeste; espectáculo de ópera
19 de setembro Mosteiro da Batalha Coral da Sociedade Artística Musical dos Pousos; noite de fados de Coimbra
26 de setembro Mosteiro da Batalha Coral do Cercal e Cantigas do Mosteiro com a Camerata de Cordas de Leiria
27 de setembro Mosteiro de Alcobaça Coral e Filarmónica da Sociedade Artística Musical Cortosense
  • Entrada: gratuita, sujeita à lotação do espaço.
  • Organização: Fundação Inatel.
  • Objectivos: valorização do património, democratização do acesso à cultura e descentralização da programação cultural.

A inclusão de Alcobaça no circuito do Polifonias constitui um sinal da intenção dos promotores em alargar a intervenção além do Mosteiro da Batalha, permitindo que coletividades e públicos locais participem em projectos que articulam património edifical e criação musical. Para as coletividades envolvidas, como a Sociedade Artística Musical Cortosense, a oportunidade de atuar em espaços com elevado reconhecimento patrimonial pode potenciar visibilidade e reforçar laços com outras instituições culturais da região.

Para os residentes e visitantes interessados, recomenda‑se confirmar horários e condições de acesso junto da organização ou dos serviços dos monumentos, dadas as limitações de lotação e a possibilidade de condições específicas para espectáculos ao ar livre.

O ciclo Polifonias mantém‑se, assim, como um exemplo de programação que tenta conciliar salvaguarda patrimonial e oferta cultural, traduzindo uma aposta na circulação de propostas artísticas por espaços de referência, incluindo agora o Mosteiro de Alcobaça.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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