São Paulo entra em uma sequência de dias mais quentes a partir deste domingo (16), segundo prognósticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura. Na capital, a temperatura máxima pode atingir 29°C hoje, enquanto a mínima prevista é de cerca de 17°C, e a tendência é de elevação gradual até superar os 31°C na quinta-feira (20).
Como será a semana
O Inmet projeta um veranico — período de calor acima da média — com temperaturas entre 3°C e 5°C superiores ao esperado para a época em pelo menos 13 estados até a quinta-feira. Para a cidade de São Paulo, o CGE aponta manhã nublada neste domingo, mas predomínio de sol durante o dia, com pouca nebulosidade e sem previsão de chuva. Na segunda-feira (17), o tempo deve permanecer estável e quente, com máxima estimada em 30°C na capital.
Interior e litoral também esquentam
No interior paulista, o calor tende a ser mais intenso. Em Presidente Prudente, no oeste do estado, as máximas previstas para a semana oscilam entre 35°C e 36°C. No litoral, a Baixada Santista terá temperaturas que sobem ao longo da semana: Santos registra máxima prevista de 27°C para este domingo e pode alcançar 36°C na quarta-feira. Em Ubatuba, no litoral norte, as temperaturas serão menores que em Santos, mas ainda assim acima dos 30°C.
| Local | Temperatura máxima prevista |
|---|---|
| São Paulo (capital) | 29°C (domingo); >31°C até quinta |
| Presidente Prudente | 35–36°C |
| Santos | 27°C (domingo); até 36°C na quarta |
| Ubatuba | Acima de 30°C |
Riscos à saúde e à convivência urbana
A combinação de calor e possíveis episódios isolados de chuva tem impacto direto na umidade relativa do ar. As projeções indicam tendência de queda, com valores podendo atingir cerca de 30%. A Organização Mundial da Saúde e órgãos locais alertam que níveis inferiores a 60% prejudicam a saúde humana, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
- Na madrugada deste sábado (15) houve chuva que atingiu principalmente a região metropolitana, segundo registros locais.
- Em áreas do estado, entretanto, foram observados índices de umidade próximos a condições de ar muito seco: Santa Fé do Sul registrou 15%.
- A Defesa Civil do estado informou que ao menos 13 municípios apresentaram umidade relativa abaixo de 20% no sábado.
Os efeitos práticos incluem maior desconforto térmico, aumento do consumo de energia por ar-condicionado e ventilação, maior evaporação de corpos hídricos e eventuais restrições para trabalhos externos sem medidas de proteção. Em transporte público e espaços cotidianos, o calor prolongado pode elevar a demanda por hidratação e sombra, enquanto a queda da umidade aumenta risco de irritação nas vias aéreas e de problemas dermatológicos.
Autoridades meteorológicas classificam o período como um veranico, com temperaturas acima da média para a época.
Para reduzir impactos, especialistas recomendam atenção a medidas simples: hidratação constante, evitar exposição solar direta nas horas mais quentes, atenção a sinais de desidratação e às orientações de órgãos de saúde para grupos vulneráveis. Instituições públicas e empresas também costumam ajustar jornadas e protocolos de trabalho ao ar livre em episódios de calor extremo, embora medidas específicas dependam de decisões locais.
O monitoramento permanece ativo: tanto o Inmet quanto a Defesa Civil e o CGE atualizam previsões e alertas conforme evolução das condições atmosféricas. Em um contexto metropolitano como o de São Paulo, onde as ilhas de calor urbanas intensificam os extremos térmicos, a informação rápida e a coordenação entre serviços públicos são determinantes para mitigar os efeitos sobre a população.