Investimento estadual e aumento dos procedimentos
A Região de Campinas registrou crescimento expressivo nas cirurgias de média e alta complexidade desde o início dos pagamentos da chamada Tabela SUS Paulista, em janeiro de 2024. Entre janeiro de 2023 e maio de 2026 foram realizados 29,1 mil procedimentos do aparelho circulatório e 12,1 mil cirurgias oncológicas, segundo dados oficiais consolidados para o período.
Considerando apenas os últimos 12 meses, o total de cirurgias cardiovasculares chegou a 9,3 mil, volume que representa aumento de 26,19% em comparação com 2022. No mesmo recorte temporal, os procedimentos oncológicos registraram salto de 76%, movimento que atribui-se, em grande parte, à complementação de recursos promovida pelo programa estadual.
Como funciona a complementação e quanto entrou na região
A Tabela SUS Paulista utiliza recursos do Tesouro estadual para complementar os valores pagos pela tabela federal do SUS aos hospitais conveniados. Desde o começo dos repasses, o governo do Estado destinou cerca de R$ 11 bilhões a instituições de saúde em todo o Estado de São Paulo.
"complementa os valores pagos pela tabela federal"
Na Região de Campinas, 104 instituições foram beneficiadas e receberam, entre janeiro de 2024 e maio de 2026, um total de R$ 830,8 milhões. O programa também soma impacto na ampliação da oferta de leitos: em todo o estado, já foram abertas ou reativadas mais de 8,8 mil leitos e cerca de 800 instituições foram atendidas pela iniciativa.
Dados por tipo de procedimento
| Indicador | Período (jan/2023–mai/2026) | Variação (últimos 12 meses vs 2022) |
|---|---|---|
| Cirurgias do aparelho circulatório | 29,1 mil | +26,19% |
| Cirurgias oncológicas | 12,1 mil | +76% |
Impactos locais e desafios
Para pacientes e gestores na região de Campinas, o aumento dos volumes cirúrgicos sinaliza melhora na capacidade de atendimento em áreas que demandam média e alta complexidade. A complementação financeira tende a tornar viáveis procedimentos que, com a tabela federal isolada, teriam remuneração defasada ou fila de espera maior.
No entanto, o acréscimo no número de operações também impõe desafios logísticos e administrativos às unidades de saúde: necessidade de equipes cirúrgicas ampliadas, disponibilidade de leitos de pós-operatório, insumos, equipamentos e a coordenação do fluxo ambulatorial e hospitalar. A reativação e abertura de leitos anunciadas pelo Estado colaboram, mas a eficiência do atendimento depende da capacidade operacional dos hospitais conveniados.
- Recursos: R$ 830,8 milhões para 104 instituições na região (jan/2024–mai/2026).
- Escala: 29,1 mil cirurgias cardiovasculares e 12,1 mil oncológicas no período analisado.
- Expansão: Tabela estadual soma R$ 11 bilhões no estado e ajudou a beneficiar 800 instituições.
Moradores de Campinas e municípios vizinhos verão repercussão direta dessas mudanças em tempos de espera para consultas, marcação de cirurgias e na distribuição de vagas de internação. O avanço nos indicadores cirúrgicos abre caminho para redução de filas e ampliação de acesso, mas dependerá de continuidade nos repasses e da gestão interna dos hospitais para consolidar ganhos em saúde pública.
As informações divulgadas pelo Estado apontam para um movimento estruturante na oferta de procedimentos de média e alta complexidade na região metropolitana, com efeitos tanto na rede hospitalar quanto na vida de pacientes que aguardavam por cirurgias oncologicamente e cardiologicamente complexas.