Velório e despedida
O piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, foi sepultado na tarde desta segunda-feira no Cemitério Municipal de São Gonçalo, no bairro Camarão. O velório antecedeu a cerimônia de enterro e reuniu parentes, amigos e colegas que lembraram a trajetória do piloto e o vínculo próximo com a família.
Durante a despedida, familiares enfatizaram a dedicação de Alessandro aos filhos e à profissão. O filho mais velho fez um discurso emocionado em homenagem ao pai e, acompanhado pelos presentes, cantou hinos evangélicos. Ao final do sepultamento, parentes e amigos prestaram uma homenagem com palmas e registraram o momento em vídeo.
Trajetória pessoal e familiar
Alessandro deixa três filhos: Sven Rocha dos Santos, de 23 anos; Maria Antônia, de 2 anos; e Benício José, de apenas 5 meses. Amigos relataram que ele era uma pessoa de convivência próxima e presença constante nas ocasiões familiares — dois dias antes do acidente, segundo relatos, Alessandro e o filho mais velho celebraram antecipadamente o Dia dos Pais com um churrasco em família.
Depoimentos
Amigos próximos acompanharam o velório e destacaram caráter e disposição do piloto. Um deles, André Severino, lembrou a convivência e a imagem que Alessandro deixava entre conhecidos:
“Ele era uma pessoa muito boa, humilde, verdadeiro. Uma pessoa sem defeito. Só tem qualidades… Ele não era uma pessoa triste. E ninguém ficava triste ao lado dele.”
- Local do sepultamento: Cemitério Municipal de São Gonçalo, bairro Camarão.
- Idade do piloto: 51 anos.
- Filhos: Sven (23), Maria Antônia (2), Benício (5 meses).
Contexto do acidente e procedimentos
Alessandro morreu no sábado após a queda do helicóptero na região da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A queda ocorreu em uma área de mata de difícil acesso no Alto da Boa Vista e deixou outras vítimas fatais — três turistas colombianas que integravam o mesmo grupo familiar. Informações publicadas por veículos locais apontam que as três turistas eram Rocio Cubillos, 59 anos, Wendy Manrique, 37 anos, e Sofia Murillo, 17 anos.
A investigação sobre as causas do acidente está em andamento. A 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) realizou perícia no local e aguarda laudos e informações técnicas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Força Aérea Brasileira. Equipes do Cenipa deram continuidade à Ação Inicial com a aeronave de matrícula PP-MFS, etapa que inclui coleta e confirmação de dados, análise dos danos e levantamento de elementos que possam esclarecer as circunstâncias do acidente.
| Vítima | Idade | Observação |
|---|---|---|
| Alessandro Rocha | 51 | Piloto; sepultado em São Gonçalo |
| Rocio Cubillos | 59 | Turista colombiana |
| Wendy Manrique | 37 | Turista colombiana |
| Sofia Murillo | 17 | Turista colombiana |
Repercussão local
O sepultamento mobilizou familiares e amigos em São Gonçalo e reforçou a ligação do piloto com a cidade. O episódio também renovou atenção sobre segurança de voos turísticos e procedimentos de fiscalização e investigação em acidentes aeronáuticos que envolvem áreas de difícil acesso.
Autoridades responsáveis pela apuração ainda não divulgaram conclusões sobre as causas do acidente. Familiares das vítimas estrangeiras acompanharam a liberação dos corpos no Instituto Médico-Legal (IML) e contaram com apoio consular e de advogados para os trâmites de identificação.
A cidade de São Gonçalo seguiu as providências de despedida ao seu morador enquanto as instituições técnicas prosseguem com o trabalho de perícia e análise.