Uma operação de desassoreamento e limpeza promovida pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) removeu 500 toneladas de resíduos do leito do Córrego Taioca Antigo em cinco dias de trabalho. A intervenção, iniciada em 14 de setembro, ocorre em trecho de difícil acesso no Núcleo Haras, bairro Jardim Las Vegas, na divisa com São Bernardo do Campo, e tem previsão de conclusão para o início de outubro.
Volume e risco à saúde pública
O montante retirado equivale a cerca de 71% das 700 toneladas de lixo úmido e seco recolhidas diariamente em todo o município — um indicador do grau de acúmulo no canal e da prática de descarte irregular de resíduos na região. Segundo a prefeitura, a maior parte do material encontrado decorre de descarte inadequado, o que compromete a vazão da água e aumenta o risco de transbordamento.
“O descarte inadequado traz diversos problemas para a população, tanto no aspecto ambiental quanto no de saúde humana. Aqui, há grande presença de roedores e condições que favorecem a contaminação da água. O grande volume de resíduos ainda agrava riscos de transbordamento do Córrego Taioca Antigo e traz instabilidade para o talude”
O trecho trabalhado está próximo ao Parque Estadual Chácara Baronesa, com ponto de acesso principal pela Rua Cravinhos. A combinação de lixo, estrutura precária de moradias nas imediações e a geografia acidentada do Núcleo Haras exigiu cautela das equipes do Semasa.
Operação técnica e medidas de estabilização
Além da remoção do material acumulado — que incluía pneus, garrafas PET, sacolas plásticas e outros objetos — o Semasa vem executando a recomposição do talude do córrego. O objetivo é estabilizar as margens e reduzir o risco de deslizamento e de danos às habitações próximas. Segundo o diretor do Departamento de Manutenção e Operação do Semasa, Nilson Oliveira Bispo, a variedade dos objetos e a proximidade das casas exigem um trabalho cauteloso das equipes.
- Local da intervenção: Núcleo Haras, Jardim Las Vegas (divisa com São Bernardo do Campo).
- Início dos trabalhos: 14 de setembro; previsão de término: início de outubro.
- Resíduos removidos em cinco dias: 500 toneladas.
- Proporção em relação à coleta municipal diária: cerca de 71% das 700 toneladas.
O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, destacou os efeitos diretos do descarte irregular: contaminação potencial da água, maior presença de roedores e agravamento do risco de transbordamento. Essas condições aumentam a vulnerabilidade das famílias que vivem próximas ao leito e pressionam pela continuidade das ações de limpeza e por políticas de prevenção.
Prevenção e canais de denúncia
Paralelamente às ações de remoção e recuperação do talude, o Semasa tem reforçado medidas de conscientização e os canais para denúncias de despejo irregular. A operação evidencia duas frentes necessárias para reduzir reincidência: fiscalização e educação ambiental com foco nas comunidades do entorno.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Resíduos removidos (cinco dias) | 500 t |
| Coleta média diária no município | 700 t |
| Percentual do trecho | 71% |
Moradores da região já relatam preocupação com a presença de roedores e o risco de enchentes em períodos de chuva. A recomposição do talude pretende mitigar riscos imediatos, mas especialistas e gestores ouvidos pela administração sugerem que a redução do descarte irregular depende também de políticas integradas metropolitanas, dada a proximidade com São Bernardo do Campo.
O resultado parcial da operação mostra a dimensão do desafio urbano em Santo André: a remoção de grandes volumes de lixo do leito de córregos exige esforço concentrado de manutenção, coordenação entre secretarias e campanhas contínuas de educação. A conclusão dos serviços, prevista para o início de outubro, será acompanhada pelas equipes técnicas para avaliar a necessidade de intervenções complementares e ações permanentes de fiscalização.