O Parque Deputado José Cicote, conhecido como Parque Central e localizado na Vila Assunção, em Santo André, entrou em uma nova fase de modernização sob o Programa Parque da Vez. A intervenção pretende atualizar a infraestrutura da área verde, que recebe em média 50 mil visitantes mensais e ocupa quase 400 mil metros quadrados.
O que está sendo feito
As obras atuais concentram-se em vários pontos estratégicos do parque, com o objetivo de ampliar conforto, acessibilidade e qualidade do espaço público. Entre as principais ações previstas estão:
- Revitalização da entrada principal, com um conceito mais aberto e estruturado;
- Troca do piso da Concha Acústica;
- Reforma da pista de caminhada e implantação de uma segunda via periférica de ~3 quilômetros;
- Requalificação de banheiros públicos e modernização do playground;
- Construção de um mirante no belvedere para convivência e contemplação.
Com a criação da via periférica, o parque deverá contar com um percurso total de aproximadamente 10 quilômetros em uma volta única, ampliando as opções para caminhadas e atividades físicas.
Intervenções já realizadas
Segundo a prefeitura, ações executadas nos últimos meses incluem restaurações estruturais da Tenda Azul e da Concha Acústica, com troca de lonas e instalação de iluminação em LED colorida; plantio de espécies nativas da Mata Atlântica; obras de drenagem para eliminar pontos de acúmulo de água; instalação de novos equipamentos; e revitalização do sistema de iluminação.
“O Parque Central é o principal parque urbano de Santo André e merece uma transformação à altura da sua importância. Estamos criando um parque preparado para o futuro, com mais acessibilidade, conforto, segurança e qualidade de vida. Queremos que a transição entre a cidade e a natureza aconteça de forma cada vez mais natural, fazendo com que as pessoas deixem o estresse do lado de fora e encontrem aqui um ambiente de bem-estar, esporte, lazer e convivência. É uma obra que respeita a história do parque, mas traz a modernização que a população andreense espera e merece”,
diz o diretor de Parques Municipais, Fellipe Melito, sobre o objetivo das intervenções.
Contexto e impactos locais
Inaugurado em 1992, o Parque Central é referência de área verde urbana em Santo André e já havia passado por uma primeira etapa de revitalização cuja entrega foi realizada em 2005. A nova etapa chega em um momento de maior demanda por espaços públicos qualificados na região metropolitana de São Paulo, onde a oferta de áreas de lazer com infraestrutura adequada influencia desde a saúde pública até o uso do espaço urbano por diferentes faixas etárias.
Para a população local, as mudanças podem impactar diretamente a rotina de frequentadores — corredores, famílias com crianças, moradores próximos e organizadores de eventos culturais. A implantação do mirante e a melhoria na circulação prometem potencializar o uso do parque também para atividades de contemplação e eventos ao ar livre.
Execução e prazos
A prefeitura informa que as benfeitorias previstas serão entregues até o fim do ano. A previsão inclui tanto obras visíveis ao público, como o novo piso e o mirante, quanto intervenções de infraestrutura, como drenagem e iluminação, que visam reduzir problemas recorrentes em áreas verdes urbanas.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Área | ~400.000 m² |
| Visitantes | ~50.000/mês |
| Comprimento do percurso | ~10 km (com via periférica de ~3 km) |
| Inauguração original | 1992 |
| Primeira revitalização | Etapa entregue em 2005 |
Resta observar a execução dentro do cronograma e o acompanhamento por parte de moradores e frequentadores. Obras em áreas verdes urbanas costumam enfrentar desafios como manutenção posterior, segurança e integração com a vizinhança — pontos que serão determinantes para que o Parque Central se torne, efetivamente, um equipamento público capaz de atender às expectativas citadas pela administração municipal.
O progresso das intervenções e eventual abertura de novos trechos ao público deve ser acompanhado pela administração municipal e por órgãos responsáveis pela manutenção, com publicação de cronogramas e relatórios de execução para garantir transparência e uso adequado do espaço.