Medida começa após confirmação de caso no município
A Prefeitura de Santo André informou que crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias poderão receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). A ampliação da oferta do imunizante foi definida após a confirmação de um caso de sarampo no município, em 2026, conforme orientação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Contexto regional e números
Em 2026, o estado de São Paulo registra 36 casos de sarampo, distribuídos conforme os dados oficiais:
| Local | Casos em 2026 |
|---|---|
| Capital paulista | 32 |
| São Bernardo do Campo | 2 |
| Guarulhos | 1 |
| Santo André | 1 |
Para efeito comparativo, em 2025 foram registrados dois casos em todo o estado. A adoção da dose zero em áreas próximas a casos confirmados segue a prática de bloqueio vacinal, recomendada em avaliações epidemiológicas para reduzir transmissão.
O que é a dose zero e quem deve receber
A dose zero é uma proteção adicional destinada a crianças menores de 1 ano que ainda não completaram o esquema vacinal previsto no calendário infantil. Importante esclarecer:
- A dose zero não substitui as doses de rotina: a primeira dose da tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
- A indicação prioritária neste momento é para residentes de Santo André na faixa etária de 6 meses a 11 meses e 29 dias, conforme a decisão local após a confirmação do caso.
- Em ações de bloqueio vacinal, crianças da mesma faixa etária que vivem no entorno de casos suspeitos ou confirmados também podem ser recomendadas a receber a dose zero, de acordo com avaliação epidemiológica.
Recomendações para demais faixas etárias
A Secretaria de Estado da Saúde orienta também sobre o esquema para outras idades:
- Pessoas entre 15 e 29 anos devem apresentar comprovação de duas doses da vacina.
- Adultos de 30 a 59 anos devem comprovar ao menos uma dose.
- Trabalhadores da saúde precisam comprovar duas doses, independentemente da faixa etária.
Riscos e gravidade do sarampo
O sarampo é uma doença respiratória altamente transmissível. Os sintomas mais frequentes incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, conjuntivite, coriza e tosse. Complicações mais sérias podem ocorrer, como pneumonia, infecções de ouvido, encefalite e, em casos extremos, morte. Crianças menores de 5 anos, especialmente as abaixo de 1 ano, e pessoas imunodeprimidas são grupos de maior risco.
Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo; o manejo clínico é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações. A vacinação é a principal ferramenta de controle da doença.
Implicações locais e próximas etapas
Para Santo André, a confirmação do caso e a medida de vacinação ampliada exigem ações coordenadas da rede municipal de saúde: busca ativa de elegíveis, reforço na comunicação sobre convocações e atendimento nos postos, além de monitoramento de eventuais novos casos. A oferta da dose zero reforça a estratégia de proteção de crianças mais vulneráveis e de contenção de surtos em ambiente metropolitano, onde o fluxo de pessoas entre municípios favorece a disseminação.
Moradores devem procurar a Secretaria de Saúde de Santo André ou as unidades básicas para informações sobre locais e horários da vacinação e para esclarecer dúvidas sobre o esquema vacinal. A prevenção individual e coletiva continua sendo a principal defesa contra a circulação do vírus.