Faltando poucas semanas para a abertura, o Rock in Rio 2026 já tem projeções que reforçam sua dimensão econômica e social para o estado do Rio de Janeiro. A organização do festival informou que a programação reunirá 190 atrações — sendo 45 internacionais — ao longo de sete dias, com expectativa de público de 700 mil pessoas durante toda a edição.
Datas, público e venda de ingressos
O festival ocorrerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, na zona oeste do Rio. Segundo a organização, as vendas de ingressos cresceram cerca de 20% em relação à edição anterior, e 55% dos bilhetes foram comprados por pessoas que residem fora do estado.
Para os dias de evento, a estimativa é que pelo menos 100 mil pessoas circulem por dia na Cidade do Rock. Em 2024, a edição anterior recebeu cerca de 420 mil visitantes ao longo do festival, com grande parte do público vindo de São Paulo e Minas Gerais, conforme registro da organização.
Impacto econômico e geração de empregos
Um estudo encomendado pela produção do Rock in Rio e elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o festival deve movimentar R$ 3,3 bilhões na economia fluminense, valor que representa uma alta de 5% em relação a 2024. O levantamento considera despesas com hospedagem, alimentação, transporte, turismo e outros serviços.
O mesmo estudo projeta a criação de 33,9 mil empregos, dos quais 22,8 mil seriam diretos e 11,1 mil indiretos. A estimativa é de que o faturamento do evento cresça 14% em relação à edição anterior.
| Indicador | Estimativa/valor |
|---|---|
| Público total esperado | 700 mil |
| Atrações | 190 (45 internacionais) |
| Movimentação econômica | R$ 3,3 bilhões |
| Geração de empregos | 33,9 mil (22,8 mil diretos; 11,1 mil indiretos) |
| Crescimento das vendas de ingressos | 20% vs edição anterior |
Repercussão e posicionamento
Da direção do festival, a expectativa é de que a presença maciça de turistas e a cadeia de consumo associada — transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, alimentação, comércio e serviços — amplifiquem os efeitos econômicos em diversas áreas do estado. Em declaração publicada à imprensa, Roberta Medina, executiva ligada ao Rock in Rio, enfatizou diferenças entre gêneros musicais e público:
"Roqueiros fazem barulho, mas primeiro dia que esgota é o pop"
Comentário como esse destaca a heterogeneidade do público e a atração por nomes do pop, fator que pode contribuir para o ritmo de vendas e para a diversificação do perfil dos visitantes.
Impacto no turismo e nos serviços
O estudo da FGV leva em conta gastos diretos de visitantes e moradores durante o período do festival, o que inclui hospedagem, alimentação e transporte. A expectativa de maior fluxo impacta setores como hotelaria, aplicativos de mobilidade, bares e restaurantes, além de geração de atividades temporárias e contratações de pessoal para serviços ligados ao evento.
Organizações locais de turismo e operadores logísticos tendem a intensificar ofertas e infraestrutura nas semanas que antecedem o festival, na tentativa de aproveitar a demanda. Autoridades de segurança e transporte também costumam ajustar planos operacionais para acomodar o aumento de movimentação na cidade.
Riscos e desafios
Apesar do efeito econômico positivo, edições de grande porte como esta exigem coordenação entre organizadores, poder público e prestadores de serviços para mitigar riscos relacionados à mobilidade, segurança e saúde pública. O aumento da demanda por transporte e hospedagem pode pressionar preços e infraestrutura local, efeitos que requerem monitoramento e políticas mitigadoras.
- Datas confirmadas: 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro.
- 190 atrações no total, com 45 internacionais.
- Estimativa de R$ 3,3 bilhões em movimentação econômica e criação de 33,9 mil empregos.
Com a contagem regressiva para setembro, a expectativa é de que o festival consolide o papel do Rio como palco de grandes eventos internacionais e que os reflexos econômicos se estendam a diferentes setores produtivos do estado.