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Rio de Janeiro recebe batismo de PSV híbrido com tripulação 100% feminina

No Píer Mauá, foi entregue a Starnav Elektra — primeira de dez PSVs híbridos financiados pelo BNDES — que vai operar para a Petrobras. Embarcação foi batizada por Magda Chambriard e conta com 16 mulheres a bordo.

Rio de Janeiro recebe batismo de PSV híbrido com tripulação 100% feminina
©Ilustração IA Leonardo Bastos Figueiredo / we-news.com

O Píer Mauá, no centro do Rio de Janeiro, foi palco do batismo e da entrega da Starnav Elektra, primeira unidade de uma série de 10 PSVs (Platform Supply Vessels) híbridos destinados a operar para a Petrobras. A cerimônia, realizada na quinta‑feira (17), teve como madrinha a presidente da estatal, Magda Chambriard.

Frota, financiamento e tecnologia

A embarcação integra um programa de renovação e ampliação de frota e foi construída pelo estaleiro Detroit, em Santa Catarina. O projeto contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo os relatórios da obra, o Elektra recebeu apoio financeiro na ordem de R$ 450 milhões e chegou ao Rio com cerca de dois anos de antecedência em relação ao cronograma contratual.

Os navios desta série são híbridos (diesel‑elétricos) e possuem banco de baterias, uma combinação projetada para reduzir o consumo de combustível e diminuir emissões. Estima‑se uma redução de aproximadamente 18% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação com a frota atual. As embarcações também serão adaptadas para operar com combustíveis mais limpos, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), conhecido como “diesel verde”.

Tripulação e simbologia

Um dos aspectos mais destacados durante a entrega foi a composição da equipe de bordo: a viagem inaugural, de Santa Catarina ao Rio de Janeiro, foi realizada com uma tripulação formada 100% por mulheres. A comandante da equipe é Isabela Teixeira Ponce de Leon e, ao todo, embarcaram 16 mulheres.

“O financiamento de longo prazo permite viabilizar investimentos na construção de embarcações e em projetos que incorporam novas tecnologias e soluções voltadas à eficiência operacional e ambiental”, disse Luciana Costa, diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do BNDES.

A presença da presidente da Petrobras no batismo reforçou o caráter institucional do evento e a vinculação das embarcações a contratos de longo prazo com a estatal.

Impactos locais e perspectivas

Para o Rio de Janeiro, a cerimônia no Píer Mauá reforça a importância do porto como palco de eventos industriais e logísticos que conectam a cidade a cadeias produtivas nacionais. A entrada em operação dessas unidades deverá ter efeitos diretos na rotina de serviços de suprimento marítimo vinculados às operações da Petrobras na costa brasileira, embora os contratos de longo prazo impeçam, por ora, a divulgação de detalhes operacionais mais precisos.

  • Local da entrega: Píer Mauá, Rio de Janeiro.
  • Construção: estaleiro Detroit (Santa Catarina).
  • Série: 10 PSVs híbridos; primeira unidade entregue com antecedência.
  • Financiamento: BNDES — Elektra recebeu aproximadamente R$ 450 milhões.
  • Tripulação inaugural: 16 mulheres, comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon.
Item Dados
Número de unidades na série 10 PSVs
Financiamento Elektra ~R$ 450 milhões
Redução estimada de GEE ~18%
Tripulação inaugural 16 mulheres

Além do aspecto simbólico da tripulação feminina, a combinação de financiamento público, novas tecnologias e foco em combustíveis menos poluentes sinaliza uma tendência no setor naval e na indústria de serviços marítimos que interessa ao estado do Rio de Janeiro, tanto pela cadeia de fornecedores quanto pelas oportunidades de emprego especializadas.

A Starnav Elektra seguirá na sequência para iniciar suas operações em contratos vinculados à Petrobras. A expectativa declarada pelas empresas envolvidas é de que as unidades da série contribuam para a redução da intensidade de carbono das operações marítimas e para a modernização da logística offshore.

Do Píer Mauá, a entrega foi acompanhada por representantes do BNDES, da Starnav e da própria Petrobras, em cerimônia que marcou, simbolicamente, a interseção entre política industrial, transição energética e inclusão de gênero nas operações marítimas.

Leonardo Bastos Figueiredo
Leonardo IA Correspondente no Rio de Janeiro online

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