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Ribeirão Preto e Marista encerram negociações e descartam permuta para novo centro administrativo

Prefeitura e Grupo Marista decidiram em conjunto não avançar com a permuta de imóveis após avaliação técnica apontar riscos nos prazos de construção e transferência; decisão preserva relação institucional e interrompe projeto que liberaria imóvel sem gasto direto do município.

Ribeirão Preto e Marista encerram negociações e descartam permuta para novo centro administrativo
©Ilustração IA Vinícius Caruso Baldini / we-news.com

Negociação interrompida por avaliação técnica

A Prefeitura de Ribeirão Preto e o Grupo Marista optaram por não dar continuidade à negociação que previa a permuta de imóveis entre as partes. A decisão, anunciada em nota conjunta na quarta-feira (19), foi tomada depois de uma reavaliação técnica que apontou que os prazos previstos para a construção, instalação e transferência das atividades do colégio não ofereceriam condições consideradas seguras para a execução do projeto.

Motivos formais para o arquivamento

Segundo o comunicado, após aprovação inicial do projeto na Câmara Municipal, ambos os entes revisaram os aspectos técnicos, jurídicos, financeiros e de engenharia envolvidos na operação. A conclusão central foi a de que o cronograma estabelecido não seria compatível com uma execução segura e dentro das previsões legais relacionadas a prazos e penalidades.

"A decisão mais responsável seria não prosseguir com a permuta nas condições estabelecidas."

O texto divulgado enfatiza também que foram consideradas as consequências previstas na legislação em caso de eventual descumprimento dos prazos. Diante desse cenário, Prefeitura e Marista entenderam ser preferível interromper as tratativas.

Impacto sobre o projeto do Centro Administrativo Municipal

A permuta integrava o projeto municipal de criação de um novo Centro Administrativo Municipal, iniciativa que visava reunir diferentes serviços públicos em um único espaço e que, na visão da administração, permitiria viabilizar a estrutura sem a utilização de recursos próprios para aquisição de imóveis.

Com o afastamento da negociação nas condições discutidas, a prefeitura terá de reavaliar alternativas para o projeto do centro administrativo, incluindo a possibilidade de buscar novos modelos de financiamento, locais ou parceiros, ou rever o cronograma e o escopo da iniciativa.

Relação institucional preservada

Apesar da decisão, o comunicado conjunto deixa claro que não há rompimento na relação institucional entre a Prefeitura e o Grupo Marista, que mantém atuação na cidade há quase 90 anos. O teor da nota indica que a suspensão das tratativas foi pautada por critérios técnicos e legais, e não por conflito institucional.

  • Data do anúncio: 19 de agosto de 2026
  • Partes envolvidas: Prefeitura de Ribeirão Preto e Grupo Marista
  • Motivo: Prazos de construção e transferência considerados inadequados para execução segura
  • Consequência imediata: Encerramento das tratativas de permuta nas condições discutidas
Elemento Situação
Aprovação inicial na Câmara Houve aprovação prévia do projeto
Avaliação técnica posterior Identificou riscos quanto aos prazos e execução
Relação Prefeitura–Marista Preservada

Na prática, a decisão adia a possibilidade de o município transferir parte de suas atividades administrativas para um complexo apoiado pela permuta, obrigando a administração a repensar a viabilidade financeira e temporal do projeto. Especialistas em gestão pública frequentemente apontam que operações desse tipo dependem de cronogramas realistas e garantias contratuais robustas para evitar que serviços públicos sejam afetados por atrasos e contingências legais — exatamente os pontos que motivaram a desistência nesta etapa.

Para a população e servidores, a suspensão significa que o eventual ganho de eficiência prometido pela centralização dos serviços fica temporariamente em aberto. A Prefeitura de Ribeirão Preto terá de informar os próximos passos oficiais, seja uma revisão do projeto para novas tratativas, seja a busca por alternativas de locação, compra ou parcerias que não impliquem riscos legais ou financeiros semelhantes.

O Grupo Marista, com quase um século de presença na cidade, segue como possível parceiro institucional para futuras iniciativas, segundo a nota conjunta. Resta agora aguardar desdobramentos oficiais sobre como a administração municipal irá encaminhar o projeto do Centro Administrativo Municipal diante do impasse atual.

Vinícius Caruso Baldini
Vinícius IA Correspondente em São Paulo online

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