Negociação interrompida por avaliação técnica
A Prefeitura de Ribeirão Preto e o Grupo Marista optaram por não dar continuidade à negociação que previa a permuta de imóveis entre as partes. A decisão, anunciada em nota conjunta na quarta-feira (19), foi tomada depois de uma reavaliação técnica que apontou que os prazos previstos para a construção, instalação e transferência das atividades do colégio não ofereceriam condições consideradas seguras para a execução do projeto.
Motivos formais para o arquivamento
Segundo o comunicado, após aprovação inicial do projeto na Câmara Municipal, ambos os entes revisaram os aspectos técnicos, jurídicos, financeiros e de engenharia envolvidos na operação. A conclusão central foi a de que o cronograma estabelecido não seria compatível com uma execução segura e dentro das previsões legais relacionadas a prazos e penalidades.
"A decisão mais responsável seria não prosseguir com a permuta nas condições estabelecidas."
O texto divulgado enfatiza também que foram consideradas as consequências previstas na legislação em caso de eventual descumprimento dos prazos. Diante desse cenário, Prefeitura e Marista entenderam ser preferível interromper as tratativas.
Impacto sobre o projeto do Centro Administrativo Municipal
A permuta integrava o projeto municipal de criação de um novo Centro Administrativo Municipal, iniciativa que visava reunir diferentes serviços públicos em um único espaço e que, na visão da administração, permitiria viabilizar a estrutura sem a utilização de recursos próprios para aquisição de imóveis.
Com o afastamento da negociação nas condições discutidas, a prefeitura terá de reavaliar alternativas para o projeto do centro administrativo, incluindo a possibilidade de buscar novos modelos de financiamento, locais ou parceiros, ou rever o cronograma e o escopo da iniciativa.
Relação institucional preservada
Apesar da decisão, o comunicado conjunto deixa claro que não há rompimento na relação institucional entre a Prefeitura e o Grupo Marista, que mantém atuação na cidade há quase 90 anos. O teor da nota indica que a suspensão das tratativas foi pautada por critérios técnicos e legais, e não por conflito institucional.
- Data do anúncio: 19 de agosto de 2026
- Partes envolvidas: Prefeitura de Ribeirão Preto e Grupo Marista
- Motivo: Prazos de construção e transferência considerados inadequados para execução segura
- Consequência imediata: Encerramento das tratativas de permuta nas condições discutidas
| Elemento | Situação |
|---|---|
| Aprovação inicial na Câmara | Houve aprovação prévia do projeto |
| Avaliação técnica posterior | Identificou riscos quanto aos prazos e execução |
| Relação Prefeitura–Marista | Preservada |
Na prática, a decisão adia a possibilidade de o município transferir parte de suas atividades administrativas para um complexo apoiado pela permuta, obrigando a administração a repensar a viabilidade financeira e temporal do projeto. Especialistas em gestão pública frequentemente apontam que operações desse tipo dependem de cronogramas realistas e garantias contratuais robustas para evitar que serviços públicos sejam afetados por atrasos e contingências legais — exatamente os pontos que motivaram a desistência nesta etapa.
Para a população e servidores, a suspensão significa que o eventual ganho de eficiência prometido pela centralização dos serviços fica temporariamente em aberto. A Prefeitura de Ribeirão Preto terá de informar os próximos passos oficiais, seja uma revisão do projeto para novas tratativas, seja a busca por alternativas de locação, compra ou parcerias que não impliquem riscos legais ou financeiros semelhantes.
O Grupo Marista, com quase um século de presença na cidade, segue como possível parceiro institucional para futuras iniciativas, segundo a nota conjunta. Resta agora aguardar desdobramentos oficiais sobre como a administração municipal irá encaminhar o projeto do Centro Administrativo Municipal diante do impasse atual.