Durante o Agro Summit da ExpoFeira 2026, realizado no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, dirigentes do setor de petróleo e autoridades estaduais afirmaram que o Amapá já está em processo de preparação para integrar a nova cadeia produtiva do óleo e gás. As declarações foram dadas no domingo, 9, por Roberto Ardenghi, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP); Sérgio Bacci, titular da Transpetro; e pelo vice-governador Teles Júnior.
Preparação em curso: capacitação e logística
Segundo Ardenghi, o estado passa por um momento de preparação para a chegada da atividade petrolífera. Ele destacou esforços de formação de mão de obra e ajustes na logística regional como elementos centrais para que a economia local aproveite as oportunidades.
“Esse é o estágio de preparação; a economia do petróleo é muito importante para os estados que desenvolvem a atividade. Está havendo treinamento de pessoal e na área logística. Vamos gerar o máximo de riqueza”
O presidente do IBP também ressaltou a experiência da Petrobras em operações em águas profundas e ultraprofundas, ao abordar a segurança das atividades offshore. A menção sublinha a expectativa de que empresas com capacidade técnica liderem a exploração e contribuam para padrões de segurança e gestão operacional.
Abertura para o mercado e oportunidades locais
Para o titular da Transpetro, a possível exploração de petróleo no entorno do Amapá pode transformar a posição do estado no mercado nacional e internacional. Em sua avaliação, a atividade abrirá portas para a inserção do Amapá em cadeias logísticas mais amplas e criará “muitas oportunidades para as pessoas do Amapá”.
As falas feitas no evento colocam ênfase em dois pontos centrais para os impactos locais:
- Capacitação profissional: treinamento de mão de obra local para atender às exigências do setor;
- Infraestrutura logística: adequação de portos, transporte e serviços que suportem operações terrestres e marítimas.
Perspectiva governamental e segurança energética
O vice-governador Teles Júnior qualificou o avanço do petróleo como um investimento em segurança energética e soberania nacional, ao mesmo tempo em que destacou benefícios à economia do estado. Em suas palavras, o petróleo é um elemento adicional ao conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas para impulsionar o Amapá.
Nas declarações públicas, o poder público e representantes do setor privado apontam para uma agenda que combina atração de investimentos e exigências técnicas — especialmente formação de recursos humanos e modernização logística — para que os ganhos sejam aproveitados localmente.
O que muda no curto e médio prazo
Sem detalhar cronogramas ou contratos específicos, os oradores situaram o Amapá em uma fase de preparação. Para os moradores e agentes econômicos do estado, isso implica uma série de desdobramentos práticos:
- programas de qualificação profissional e cursos técnicos voltados ao setor energético;
- possível aumento da demanda por serviços portuários, transporte e manutenção industrial;
- expectativa de novas vagas de emprego diretas e indiretas ligadas à cadeia de óleo e gás.
Esses efeitos dependem, contudo, de decisões futuras sobre concessões, investimentos e licenciamento — pontos que não foram detalhados nas declarações feitas durante o Agro Summit.
Resumo dos participantes e posições
| Nome | Cargo | Enfoque |
|---|---|---|
| Roberto Ardenghi | Presidente do IBP | Preparação, treinamento e logística |
| Sérgio Bacci | Titular da Transpetro | Abertura ao mercado e geração de oportunidades |
| Teles Júnior | Vice-governador do Amapá | Segurança energética e soberania |
As declarações foram feitas durante a programação do Agro Summit na ExpoFeira 2026, evento que reúne atores do agronegócio e setores correlatos em Macapá. Não foram anunciados detalhes sobre prazos, investimentos específicos ou contratos públicos relacionados a blocos exploratórios no estado durante a fala dos representantes citados.
À medida que projetos e decisões sobre exploração forem formalizados, indicadores como geração de emprego, movimentação portuária e investimentos em infraestrutura poderão oferecer um retrato mais claro do impacto econômico efetivo para o Amapá.