O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) classificou 12 trechos das praias de Maceió como impróprios para banho no relatório de balneabilidade referente às coletas realizadas entre terça-feira (11) e quarta-feira (12). Entre as áreas reprovadas estão pontos das praias de Cruz das Almas, Jatiúca, Pajuçara e Ponta Verde.
Diagnóstico geral e áreas avaliadas
O levantamento contemplou também outros trechos do litoral alagoano. No Litoral Sul, a situação foi mais favorável: praticamente todos os locais analisados estiveram próprios para banho, com exceção da foz do Rio Niquim, na Barra de São Miguel, que apresentou resultado inadequado. No Litoral Norte, três trechos em Maragogi foram considerados impróprios. Além das praias, o relatório avaliou oito pontos em lagunas do estado, dos quais cinco tiveram resultados desfavoráveis para uso de banhistas.
- Maceió: 12 trechos reprovados
- Litoral Sul: 1 ponto reprovado (foz do Rio Niquim)
- Litoral Norte (Maragogi): 3 trechos reprovados
- Lagunas: 5 de 8 pontos reprovados
Critérios de avaliação e limites
A classificação das águas segue os parâmetros da Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Entre os critérios, está a presença de bactérias do grupo coliforme, como Escherichia coli. Uma área é considerada imprópria quando os resultados não atendem aos parâmetros estabelecidos nas análises das semanas anteriores ou quando a concentração supera 2.000 NMP de E. coli por 100 mililitros de água.
| Local | Pontos reprovados |
|---|---|
| Maceió | 12 |
| Litoral Sul | 1 (foz do Rio Niquim) |
| Litoral Norte (Maragogi) | 3 |
| Lagunas | 5 de 8 |
Recomendações e riscos
O IMA-AL orienta atenção redobrada especialmente após períodos de chuva, quando aumenta a probabilidade de contaminação por material de origem fecal em praias próximas a rios, canais e córregos. A instituição recomenda evitar o banho nas 24 horas seguintes a precipitações em áreas influenciadas por cursos d’água que possam receber efluentes, além de não ingerir água do mar e adotar cuidados especiais com crianças.
“Quando uma praia é considerada imprópria? A classificação segue critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).”
O relatório também destaca que áreas afetadas por floração de algas devem ser evitadas. A presença de algas pode representar riscos à saúde humana e aos ecossistemas costeiros, embora o documento cite isso apenas como orientação geral sem detalhar pontos específicos com florações nesta rodada de análises.
Implicações locais
Para Maceió, a reprovação de 12 trechos nas praias principais significa impactos diretos no lazer da população, na circulação de turistas e em serviços ligados ao litoral, como comércio e atividades de esportes aquáticos. A indicação para evitar o banho também tem reflexos na segurança sanitária, em especial para famílias com crianças e para frequentadores de áreas próximas à desembocadura de rios e canais.
As análises do IMA-AL servem como referência para gestores públicos, operadores turísticos e população em geral. A divulgação periódica dos resultados permite monitoramento da qualidade das águas e apoio à tomada de decisões sobre restrições temporárias ou ações corretivas em áreas afetadas.
O instituto recomenda que banhistas e turistas consultem os boletins periódicos de balneabilidade antes de planejar atividades de mar, e observem sinalizações locais que possam indicar a interdição de trechos durante o período necessário para recuperação da qualidade da água.