A corrida pelas duas vagas do Senado Federal por Alagoas registrou sete candidaturas deferidas pela Justiça Eleitoral e apresenta como pano de fundo o confronto entre grupos políticos tradicionais do Estado. Entre os postulantes estão políticos com forte inserção local e nomes ligados a famílias com longa trajetória na política alagoana.
Quem concorre
Os candidatos com registro confirmado disputam duas cadeiras que serão ocupadas pelos dois nomes mais votados em cada Estado para mandato de oito anos. Em Alagoas, a lista de candidatos inclui:
- Arthur Lira (PP)
- Renan Calheiros (MDB)
- Marina JHC (PSDB)
- Davi Davino Filho (Republicanos)
- Dr. Wanderley (MDB)
- Alexandre Fleming (UP)
- Mariedson (Democrata)
Pesquisa de intenção de voto
Uma pesquisa do instituto Quaest, realizada entre 21 e 24 de setembro, aponta que as intenções de voto colocam Arthur Lira e Marina JHC à frente, com 20% cada, seguidos por Renan Calheiros, com 17%. Os dados mostram um cenário competitivo, em que a terceira posição pode ser decisiva caso um dos líderes não consolide apoio suficiente até a eleição.
Contexto político e forças em disputa
O embate resgata a tradicional divisão entre os grupos conhecidos como Lira e Calheiros, que dominam a política alagoana há décadas. As duas famílias estruturaram redes de poder e se alternaram em cargos no Executivo e no Legislativo, tanto estadual quanto federal. A presença de outros nomes, como Marina JHC — vinculada ao grupo político do ex-prefeito de Maceió e candidato ao governo — e figuras de partidos menores, amplia o leque competitivo, podendo alterar a dinâmica de alianças.
Regras da disputa e implicações eleitorais
Cada eleitor poderá votar em até dois candidatos ao Senado; os dois mais bem votados serão eleitos para o mandato de oito anos. Esse mecanismo abre espaço para estratégias de votação cruzada e para a formação de chapas que busquem ocupar as duas vagas por ampla base eleitoral ou, alternativamente, dividir o voto entre lideranças distintas. O resultado dependerá não só da intenção de voto, mas também da capacidade dos candidatos de transformar essa intenção em comparecimento às urnas.
Perfil de alguns concorrentes
Entre os nomes, destaca-se Alexandre Fleming, do UP, com trajetória no movimento sindical e atuação no setor educacional. Outros concorrentes, como Davi Davino Filho e Mariedson, representam fragmentos do espectro partidário que podem captar votos regionais e influenciar o desfecho por meio de apoios locais. Arthur Lira e Renan Calheiros, por sua vez, aportam vantagem de nome e estrutura política histórica.
| Candidato | Partido | Intenção de voto (Quaest) |
|---|---|---|
| Arthur Lira | PP | 20% |
| Marina JHC | PSDB | 20% |
| Renan Calheiros | MDB | 17% |
O que observar até a eleição
- Movimentação de alianças regionais e apoios de lideranças locais, que podem redistribuir votos entre os candidatos.
- A capacidade de cada campanha em converter intenção de voto em comparecimento às urnas.
- O desempenho dos candidatos em debates e eventos públicos, que pode alterar percepções e rankings nas pesquisas.
A disputa em Alagoas reflete, portanto, uma combinação de tradição política e competição ampliada por novas candidaturas, com potencial para reconfigurar representações no Senado. Com duas vagas em jogo, o resultado dependerá tanto da consolidação dos líderes quanto da performance dos demais concorrentes em captar apoio eleitoral até a data do pleito.