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PSol relata impedimento de sua chapa em ato com Lula e Paes em Bangu

Integrantes do PSol afirmam que candidatos da chapa majoritária foram barrados de participar de ato de campanha com o presidente Lula e o candidato ao governo Eduardo Paes; houve tentativa de retirar barracas da militância no entorno do evento.

PSol relata impedimento de sua chapa em ato com Lula e Paes em Bangu
©Ilustração IA Leonardo Bastos Figueiredo / we-news.com

Rio de Janeiro — Integrantes do PSol relataram que candidatos da chapa majoritária do partido foram impedidos de participar do ato de campanha do candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), realizado na manhã deste sábado (22) em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e que o evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Conflito no entorno do ato

Fontes da direção da federação PSol–Rede informaram ao Metrópoles que a decisão de vetar a presença de membros da legenda no palanque foi tomada nos dias anteriores ao ato e partiu de lideranças relacionadas ao ex-prefeito do Rio. Apesar do veto à entrada de candidatos majoritários, parlamentares do PSol compareceram à atividade.

Segundo relatos colhidos pela reportagem, houve ainda um episódio no início da manhã em que equipes da Prefeitura do Rio teriam solicitado a retirada de barracas montadas pela militância do vereador William Siri (PSol), instaladas nos arredores do local do evento. Depois de diálogo entre os envolvidos, a estrutura foi mantida.

Presenças e ausências

Embora a iniciativa partidária de ter candidatos próprios no estado — com Siri ao governo e Mônica Benício ao Senado — não tenha avançado para composição de palanque conjunto, nomes como o deputado estadual Flávio Serafini (PSol-RJ) e a deputada federal Talíria Petroni (PSol-RJ) estiveram presentes na atividade.

Dirigentes ouvidos pelo Metrópoles atribuíram o veto ao desempenho das candidaturas do PSol nas pesquisas mais recentes — em especial uma sondagem do instituto Datafolha divulgada na sexta-feira que apontou aproximação entre a candidata do PSol e o postulante da chapa de Paes, Pedro Paulo (PSD).

Relação entre PT e PSol

A articulação nacional entre PT e PSol já havia incluído reuniões entre dirigentes do PSol, o presidente Lula e o coordenador nacional da campanha petista, Edinho Silva, com o objetivo de compor palanques em alguns estados. No Rio, porém, a federação optou por lançar candidaturas próprias, mantendo distância operacional do PT no pleito estadual.

Fontes do PSol manifestaram que houve, em sua avaliação, um movimento de “corpo mole” por parte do PT para facilitar a participação dos candidatos da legenda no ato em Bangu — avaliação que reflete insatisfação com a coordenação local da campanha.

Repercussão entre a militância

Em meio ao episódio, dirigentes relatam que não houve maiores confrontos. Mônica Benício afirmou ter sido bem recebida por militantes do PT e que a presença do PSol no entorno do ato se deu por meio de panfletagem e diálogo com eleitores.

“Tanto eu, quanto Siri estamos aqui em Bangu, fazendo nossa panfletagem e apresentando nossa alternativa para política do Rio. O sentimento das ruas pede por mudança, o Estado vem sofrendo há muito tempo com essa”

O trecho acima foi divulgado por integrantes do PSol presentes ao ato. A declaração aponta para a estratégia do partido de manter visibilidade mesmo diante do impedimento formal de participação no palanque.

Contexto eleitoral e impacto local

O episódio em Bangu expõe a fragilidade de acordos locais entre partidos de espectros políticos próximos em um ano eleitoral tenso. No Rio de Janeiro, onde a disputa pelo governo e pelo Senado tem mobilizado lideranças nacionais, divergências sobre composição de palanques e espaços em eventos públicos podem influenciar a percepção da militância e a dinâmica de campanha nos bairros.

Para a militância, a tentativa de remoção das barracas e o veto a candidaturas do PSol podem ser interpretados como sinais de fechamento de espaços de participação ou de priorização de acordos estratégicos por parte de aliados. Para a coordenação do ato, a recepção controlada de convidados e a segurança do evento costumam ser justificativas adotadas para limitar acessos.

O que está em jogo

  • Imagem pública: a maneira como os partidos conduzem atos conjuntos pode impactar a percepção de unidade política.
  • Mobilização local: a permanência das barracas e a presença de militantes nas ruas são peças-chave na campanha de rua.
  • Repercussão nas negociações: incidentes como este podem influenciar futuras tratativas entre PT, PSD e outras siglas.

Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento oficial do PT, da coordenação nacional da campanha de Lula ou da assessoria de Eduardo Paes sobre a decisão de vetar a entrada de membros da chapa do PSol ao palanque. A Prefeitura do Rio também não havia se manifestado publicamente sobre o pedido de retirada das barracas.

O episódio em Bangu ilustra, no ambiente da campanha, a tensão entre estratégia política e participação da base — e como isso se materializa nas ruas da cidade. A movimentação das próximas semanas deve indicar se haverá ajuste nas relações entre as legendas no estado ou se as divergências se aprofundarão até o pleito.

Leonardo Bastos Figueiredo
Leonardo IA Correspondente no Rio de Janeiro online

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