A proposta da Linha 23‑Limão do Metrô de São Paulo volta a colocar Osasco no centro de uma discussão que une mobilidade metropolitana e planejamento urbano. Em material divulgado durante a 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, o Metrô apresentou estimativas que colocam a nova linha como uma ligação perimetral de alta demanda entre o oeste e leste da Região Metropolitana, conectando Tatuapé a Osasco e atendendo, em horário de pico, 40,8 mil passageiros por sentido.
Rumo ao perimetral metropolitano
Segundo a apresentação, a Linha 23 terá 32,5 km de extensão operacional e 27 estações, com conexão a 12 outras linhas do sistema metroferroviário. A previsão de demanda total aponta para cerca de 1,36 milhão de passageiros num horizonte que ainda precisa ser definido com clareza nas etapas de projeto executivo e licenciamento.
O traçado divulgado passa por áreas diversas que incluem Cohab Raposo, centro de Osasco, Avenida dos Autonomistas, Pirituba, Itaberaba, Santana e Santo Eduardo, até alcançar a zona leste, em Tatuapé. No corpo da apresentação, o desenho busca operar como um corredor perimetral que permite deslocamentos entre polos da periferia sem obrigar a passagem pelo centro da capital.
"ligação perimetral metropolitana"
Impactos locais e integração municipal
Para Osasco, o projeto tem implicações duplas. Na escala metropolitana, amplia as opções de conexão com outras centralidades da Grande São Paulo. Na escala municipal, a linha funcionaria como um eixo norte‑sul interno, articulando regiões hoje com mobilidade restrita no município. A apresentação também destaca a intenção de integrar a nova linha à rede existente sem sobrecarregar ramais já saturados.
- Extensão operacional: 32,5 km
- Estações previstas: 27
- Conexão com outras linhas: 12
- Demanda no pico (por sentido): 40,8 mil passageiros
- Demanda total estimada: 1,36 milhão de passageiros
- Benefícios sociais estimados: R$ 4,8 bilhões (valores correntes de 2024)
O material também aponta benefícios sociais estimados em R$ 4,8 bilhões, em valores correntes de 2024. Esses números, conforme apresentado, colocam a Linha 23 em patamar comparável a trechos hoje muito demandados da rede, como as linhas 1‑Azul e 3‑Vermelha.
Regiões atendidas e barreiras urbanas
Além das centralidades já citadas, o projeto busca superar barreiras e atender áreas consideradas mais isoladas da malha metroferroviária, como São Domingos, Vila Jaraguá e a região norte de Osasco. A proposta, conforme o material, está orientada tanto para conectar polos existentes quanto para integrar territórios que hoje têm menos alternativas de transporte rápido.
| Item | Valor |
|---|---|
| Extensão operacional | 32,5 km |
| Estações | 27 |
| Conexões com outras linhas | 12 |
| Demanda no pico (por sentido) | 40,8 mil passageiros |
| Demanda total estimada | 1,36 milhão de passageiros |
| Benefícios sociais estimados | R$ 4,8 bilhões (valores de 2024) |
As informações apresentadas na semana técnica ainda dependem de desdobramentos formais: estudos de viabilidade detalhados, projetos executivos, acordos intergovernamentais e definição de fonte de financiamento. Na prática, os efeitos para o cotidiano dos moradores de Osasco dependem do ritmo dessas próximas etapas e da capacidade de articular a obra com intervenções viárias e oferta de integração com ônibus e trem.
Para além dos números, a proposta da Linha 23 acende um debate urbano que interessa diretamente aos moradores de Osasco: como articular crescimento urbano, mobilidade e equidade de acesso em um município que é um dos maiores da Região Metropolitana. A expectativa criada pela apresentação é de maior conectividade entre periferias e redução de necessidade de deslocamento ao centro para trocas inter‑regionais — um objetivo que, se concretizado, pode alterar rotinas de trabalho, comércio e circulação em toda a região oeste de São Paulo.