A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, nesta quarta-feira, a chamada Operação Alter Ego, que culminou na prisão de dois suspeitos em Uberaba (MG) por envolvimento em uma fraude bancária que causou prejuízo estimado em cerca de R$ 606 mil a uma vítima residente em Sergipe. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC/DEPATRI) com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão de Inteligência da PCSE (DIPOL).
Como ocorreu a fraude
Segundo os elementos colhidos durante a investigação, os investigados obtiveram acesso a dados pessoais e documentos da vítima e os usaram para se passar por ela junto a uma instituição financeira. Com esse artifício, teriam conseguido movimentar a conta e contratar empréstimos consignados em nome da pessoa lesada. Após a contratação dos créditos, os valores — somados a quantias previamente disponíveis na conta — foram sacados e transferidos a terceiros, conforme aponta o inquérito em andamento.
Ação policial e apreensões
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça e executados em território mineiro. Durante as diligências, os agentes localizaram os dois investigados e apreenderam aparelhos celulares. Os dispositivos foram recolhidos para perícia e análise técnica, etapas consideradas essenciais para o aprofundamento da apuração e eventual identificação de outros envolvidos.
- Local das prisões: Uberaba (MG)
- Órgãos envolvidos: DRCC/DEPATRI (PCSE), Divisão de Inteligência da PCSE (DIPOL) e Polícia Civil de Minas Gerais (Regional de Uberaba)
- Prejuízo estimado: R$ 606.000
- Medidas executadas: prisões preventivas; busca e apreensão; apreensão de celulares para perícia
Atuação interestadual e aprofundamento das investigações
Os autos indicam que os investigados, com vínculo a Minas Gerais, deslocaram-se até Sergipe para praticar a fraude, o que caracteriza atuação interestadual. A investigação prossegue, com ênfase na análise dos dispositivos apreendidos, para esclarecer a dinâmica das transferências, o destino dos recursos e a identificação de possíveis interlocutores na cadeia do golpe.
Nome da operação
O termo escolhido para batizar a operação, Alter Ego, remete à expressão em latim que significa “outro eu” e faz referência ao procedimento pelo qual os suspeitos teriam assumido identidade e dados de terceira pessoa para viabilizar a fraude.
| Ação | Descrição |
|---|---|
| Prisão preventiva | Cumprimento de mandados contra dois investigados em Uberaba (MG) |
| Busca e apreensão | Mandados executados e apreensão de aparelhos eletrônicos |
| Perícia técnica | Análise dos celulares apreendidos para rastrear comunicações e transferências |
Implicações para a segurança financeira
Casos como este destacam a vulnerabilidade das pessoas e das contas bancárias frente a fraudes que combinam apropriação de dados e contratação de crédito em nome de terceiros. Além do prejuízo financeiro imediato, as vítimas enfrentam processos burocráticos longos para contestar operações, responsabilizar instituições e recuperar valores.
Próximos passos
As autoridades informam que as diligências continuam. A perícia nos aparelhos apreendidos deverá trazer evidências sobre a coordenação das transferências, a existência de outros participantes e a rota dos recursos. A Polícia Civil de Sergipe indicou ainda que investigações complementares buscarão responsabilizar todos os envolvidos e auxiliar a vítima na tentativa de reparação.
Por ora, as prisões e apreensões representam um avanço significativo na apuração do caso, que reúne elementos de falso sequestro de identidade, contratação irregular de crédito e movimentações financeiras ilícitas entre estados.