Pesquisa aponta liderança consolidada de Tarcísio em São Paulo
Uma nova rodada do levantamento Datafolha, divulgada na tarde desta quinta-feira, confirma uma vantagem confortável de Tarcísio de Freitas sobre Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo. Encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, o estudo ouviu 1.610 eleitores entre os dias 22 e 23 de setembro e traz números que mapeiam tanto a pesquisa estimulada quanto o recorte por votos válidos e a espontânea.
- Entrevistados: 1.610 (22–23/09)
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- Registro: SP-03730/2026
Na chamada pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, Tarcísio aparece com 50% das intenções de voto, ante 30% de Haddad. Candidatas e candidatos do espectro à esquerda e de partidos menores registraram percentuais individuais na casa dos 1% a 2%; 8% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou nenhum, e 3% estavam indecisos.
"Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 50%; Fernando Haddad (PT) - 30%"
Votos válidos ampliam vantagem do favorito
Ao excluir brancos, nulos e indecisos — filtro utilizado para calcular os votos válidos — a vantagem de Tarcísio sobe: ele alcança 56%, enquanto Haddad chega a 34%. Esse recorte é normalmente acompanhado por campanhas e analistas por representar a intenção dos eleitores que efetivamente considerarão um candidato na urna.
| Categoria | Tarcísio | Haddad | Outros |
|---|---|---|---|
| Pesquisa estimulada | 50% | 30% | 2% a 3% (cada) |
| Votos válidos | 56% | 34% | 1% a 2% |
Na modalidade espontânea, na qual os entrevistados citam nomes sem receber uma lista, o índice de indecisos permanece elevado, com 35%. Nesse cenário Tarcísio registra 33% e Haddad 19%. A diferença entre estimulada e espontânea mostra que parte do eleitorado só define o voto quando confrontado com as opções, algo relevante para as estratégias de campanha.
Contexto e implicações para a cidade e a região metropolitana
Para São Paulo, um estado que concentra grande parte da economia nacional e abriga a maior cidade do país, a confirmação de liderança de um candidato nas pesquisas altera a dinâmica política local. Governos estaduais têm papel direto em áreas sensíveis para os paulistanos, como transporte metropolitano, segurança pública e políticas de sustentabilidade urbana. Uma frente consolidada nas intenções de voto tende a influenciar negociações com prefeituras, projetos de investimentos e prioridades orçamentárias para 2027.
Além do resultado bruto, a pesquisa traz outra leitura: a resistência relativa do eleitorado à mudança de preferência nas últimas semanas. Segundo o Datafolha, Tarcísio subiu um ponto porcentual em comparação à rodada anterior (11/9) e Haddad também apresentou ganho de um ponto, mantendo, porém, uma distância que supera a margem de erro. Isso indica movimento, mas não transferência massiva de votos entre os dois principais nomes até agora.
Campanhas e partidos costumam acompanhar de perto indicadores como brancos/nulos e indecisos, porque são nesses segmentos que estratégias de persuasão e engajamento podem surtir efeito nas semanas finais. Com 8% declarando brancos, nulos ou nenhum, e 3% indecisos na estimulada, há um espaço limitado, mas potencialmente decisivo em caso de empate técnico.
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (SP-03730/2026) e a margem de erro de dois pontos conferem respaldo técnico ao levantamento. Resta agora aos candidatos e às suas equipes eleitorais transformar números em operações de campanha nas ruas, nos bairros e nas cidades da região metropolitana — onde o pleito estadual encontra seu impacto mais imediato.