A menos de um mês das eleições, a pesquisa do instituto CTAS Consultoria apresenta cenário de vantagem para Fábio Mitidieri (PSD) na disputa pelo Governo de Sergipe e aponta André Moura como primeiro colocado na corrida ao Senado no levantamento consolidado. O estudo foi realizado entre 31 de agosto e 3 de setembro e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SE-07639/2026.
Resultados e metodologia
Segundo o levantamento, Mitidieri aparece com 43,3% das intenções de voto no cenário espontâneo para governador. Ao considerar apenas os votos válidos — isto é, excluindo brancos e nulos — a vantagem se amplia: o candidato soma 60,2% contra 33% do segundo colocado, de acordo com o instituto.
Na disputa pelo Senado, a pesquisa apresenta André Moura na liderança do cenário consolidado, com 14,2%, resultado que reúne as intenções registradas para primeiro e segundo voto. Separadamente, o levantamento indica 17,7% para André Moura no primeiro voto e 10,7% no segundo voto.
| Abrangência | Período de campo | Entrevistas | Registro TSE | Margem de erro |
|---|---|---|---|---|
| Sergipe (53 municípios) | 31/08 a 03/09/2026 | 1.224 | SE-07639/2026 | ±2,8 pontos percentuais (nível de confiança 95%) |
O que os números indicam
Os resultados revelam dois traços importantes para interpretar a corrida eleitoral em Sergipe. Primeiro, a conversão para votos válidos amplia a vantagem do candidato que lidera no cenário geral, o que pode indicar uma base de eleitores mais consolidada ou menor dispersão de votos entre concorrentes para o eleitor que hoje figura à frente.
Segundo, para a disputa ao Senado, a soma de intenções para primeiro e segundo voto é uma característica das eleições para a Casa, onde o eleitor tem duas vagas à disposição. Por isso, a posição consolidada, que agrega os dois votos possíveis, pode alterar percepções em relação às intenções observadas apenas no primeiro voto.
Contexto temporal e validade estatística
O levantamento foi aplicado em 53 municípios sergipanos e obedece aos parâmetros de registro exigidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Com 1.224 entrevistas e margem de erro de 2,8 pontos, os números oferecem um retrato amostral do eleitorado, mas não determinam resultados definitivos — especialmente em eleição com dinâmicas locais e possíveis mudanças de intenção nas semanas finais.
- Data do levantamento: 31 de agosto a 3 de setembro de 2026.
- Amplitude: 53 municípios de Sergipe, 1.224 entrevistas.
- Confiança estatística: 95% com margem de erro de ±2,8 pontos.
Implicações para a campanha
Para o candidato que lidera, a pesquisa pode ser usada como argumento de robustez eleitoral na comunicação com eleitores e apoiadores, ao mesmo tempo em que o campo adversário tende a intensificar estratégias de mobilização em busca de redução da diferença. Em disputas majoritárias, variações pequenas dentro da margem de erro podem provocar mudanças no tom das campanhas, reforçando focos em bairros, regiões ou segmentos demográficos onde existam ganhos potenciais.
Além disso, o resultado para o Senado, que considera dois votos por eleitor, exige dos candidatos estratégias que ampliem a aceitação tanto para o primeiro quanto para o segundo voto — peças centrais em campanhas para a Casa Alta do Congresso.
Limitações e próximos passos
Pesquisas medem um instante — as intenções registradas entre 31 de agosto e 3 de setembro refletem o cenário nesse período. Nas próximas semanas, novas sondagens e a própria dinâmica da campanha (debates, agenda local e programas eleitorais) podem alterar a distribuição das intenções. Eleitores, partidos e autoridades acompanharão pesquisas subsequentes para ajustar estratégias até o pleito.
O registro do instituto no TSE e a divulgação dos parâmetros da amostra são elementos que ajudam a avaliar a credibilidade do levantamento, ainda que a interpretação deva considerar variáveis locais e a margem de erro estatística.