Pesquisa estadual revela vantagem de JHC e mantém disputa acirrada para o segundo turno
Nova sondagem do Instituto Paraná Pesquisas sobre a corrida ao governo de Alagoas mostra o ex-deputado federal João Henrique Caldas (JHC) na frente, com 47,2% das intenções de voto para o primeiro turno, ante 41,3% do ex-ministro Renan Filho (MDB). A coleta de dados foi realizada entre os dias 26 e 29 de agosto e ouviu 1.400 pessoas com 16 anos ou mais, conforme o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral: AL-03316/2026.
Os números divulgados nesta segunda-feira colocam JHC como líder isolado na simulação espontânea, embora a margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou menos mantenha o cenário competitivo entre os dois principais postulantes. Em um eventual segundo turno, o levantamento indica vantagem similar para JHC: 48,9% contra 42,6% de Renan Filho.
Dados detalhados e contexto metodológico
O instituto apresenta também a distribuição de votos entre outros nomes e intenções de voto válidas e brancas/nulas:
- Lenilda Luna (UP): 1,0%
- Márcio Jambo (Democrata): 0,4%
- Branco/nulo/não vai votar: 5,6%
- Indecisos: 4,6%
A pesquisa registra nível de confiança de 95% e foi aplicada em um universo de 1.400 eleitores, técnica e amostragem não detalhadas no comunicado público além do número de registro no TSE.
Cenário para o Senado em Alagoas
Além da disputa pelo Executivo estadual, o levantamento apresenta simulações para as vagas ao Senado federal. Segundo o Paraná Pesquisas, o deputado federal Arthur Lira (PP) aparece à frente das intenções, seguido pelo senador Renan Calheiros (MDB) e pela ex-primeira-dama de Maceió, Marina JHC (PSDB). Os percentuais informados foram:
| Candidato | Intenção de voto (%) |
|---|---|
| Arthur Lira (PP) | 40,4 |
| Renan Calheiros (MDB) | 36,8 |
| Marina JHC (PSDB) | 28,4 |
| Davi Davino Filho (Republicanos) | 24,4 |
| Dr. Wanderley (MDB) | 10,8 |
O levantamento também aponta percentuais para outros concorrentes menores e para eleitores que ainda não definiram voto ou declararam voto em branco/nulo. Segundo a sondagem, 5,8% dos entrevistados estavam indecisos para a disputa ao Senado e 7,8% declararam intenção de voto em branco, nulo ou disseram que não vão votar.
O que os números significam para a campanha
Do ponto de vista técnico, a diferença entre os dois principais candidatos no primeiro turno — pouco menos de seis pontos percentuais segundo os dados divulgados — está dentro de uma margem que permite interpretações diversas. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos, existe sobreposição entre as faixas estimadas dos dois postulantes, o que mantém a possibilidade de mudança de cenário até a votação.
Em termos práticos, as campanhas tendem a interpretar resultados como este de formas distintas: o candidato à frente pode utilizar os números para reforçar narrativa de viabilidade eleitoral e atrair apoios, enquanto o adversário pode intensificar atuação em áreas e segmentos onde o desempenho é mais frágil ou onde há maior concentração de indecisos.
Limitações e informações a observar
Pesquisas eleitorais são retratos do momento e dependem de variáveis como amostra, recorte geográfico, estratificação por renda, gênero e faixa etária, e método de coleta (presencial, telefônica ou on-line). O comunicado do instituto menciona apenas o tamanho da amostra, o período de entrevistas e o registro no TSE; não detalha a forma de amostragem e a distribuição regional dentro do estado — dados que ajudam a avaliar com mais rigidez a representatividade da sondagem.
Com a eleição estadual se aproximando, novas pesquisas e o acompanhamento dos indicadores ao longo dos próximos dias serão fundamentais para mapear tendências e identificar eventuais deslocamentos de voto entre os candidatos.