No último domingo, 23 de agosto, Osasco sediou a Copa Brasil de Hapkido na Academia Municipal. O torneio reuniu aproximadamente 50 atletas de diferentes cidades e teve a participação de nove equipes — entre elas representantes de Cotia, Paulínia, Itu e Limeira. A delegação de Osasco foi composta por 17 atletas, que conquistaram ao todo 12 medalhas de ouro e 5 medalhas de prata.
Resultados e celebração local
Os números da competição são motivo de comemoração para clubes e competidores da cidade. A performance coletiva indica um nível técnico competitivo e capacidade de formação de atletas em modalidades de artes marciais híbridas, como o hapkido. Ainda assim, a vitória no tatame não eliminou questionamentos sobre a continuidade do apoio público e sobre as condições de infraestrutura disponíveis para treinos e desenvolvimento de talentos.
- Participantes: cerca de 50 atletas de 9 equipes.
- Delegação de Osasco: 17 atletas.
- Medalhas de Osasco: 12 ouros e 5 pratas.
Investimento público e comparações regionais
Relatos de organizadores e a cobertura local destacam que, apesar do apoio pontual da Secretaria de Esporte e da Prefeitura, falta em Osasco um programa contínuo para a formação e acompanhamento de jovens atletas. A cidade é comparada a municípios vizinhos, como Barueri e Santana de Parnaíba, onde a presença de eventos regulares, centros de treinamento e planos estruturados de incentivo ao esporte tem sido apontada como vantagem competitiva.
Sem negar o mérito dos atletas locais, especialistas em gestão esportiva ouvidos em outras ocasiões indicam que realizar competições avulsas não basta para consolidar modalidades. É preciso combinar infraestrutura física, programas de base, formação de técnicos e calendário de competições que garantam continuidade ao trabalho.
| Indicador | Osasco (Copa Brasil de Hapkido) |
|---|---|
| Atletas da cidade | 17 |
| Total de participantes | ~50 |
| Medalhas de ouro | 12 |
| Medalhas de prata | 5 |
O que falta em Osasco
O relato da cobertura aponta itens específicos que demandam atenção municipal sem, contudo, estabelecer um diagnóstico técnico detalhado. Entre as lacunas apontadas estão:
- Ausência de um plano municipal de longo prazo para modalidades menos populares, como hapkido;
- Infraestrutura esportiva com disponibilidade limitada em comparação a cidades vizinhas;
- Escassez de programas regulares de formação e acompanhamento de talentos juvenis;
- Dependência de eventos esporádicos para exposição dos atletas.
A cobertura registrou ainda reconhecimento público do secretário de Esporte, Thiago Borges, quanto à importância de apoiar competições. No entanto, a avaliação geral é que o reconhecimento precisa ser acompanhado por ações concretas, incluindo investimentos consistentes em centros de treino, formação de técnicos e incentivo à participação em circuitos nacionais.
Consequências e próximos passos
Para que o desempenho obtido na Copa Brasil de Hapkido se traduza em avanço sustentável, especialistas e atores locais apontam duas frentes prioritárias: ampliar a infraestrutura e estruturar um programa contínuo de base. Sem essas medidas, os ganhos pontuais nas competições podem não se replicar ao longo do tempo, comprometendo a evolução técnica e a permanência de atletas nos projetos.
A realização do evento em Osasco, entretanto, serve como vitrine para a capacidade local de organizar competições e mobilizar atletas. Resta agora à gestão municipal transformar essa vitrine em políticas públicas permanentes, de modo a garantir que a cidade não dependa apenas de conquistas episódicas para manter vivas suas modalidades esportivas.