A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) deflagrou, nesta terça-feira (1º), a Operação Vicinitas com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação teve atuação em quatro estados e incluiu medidas de apreensão e de bloqueio de ativos.
Mandados e alcance operacional
Segundo informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, foram cumpridos 23 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão. Também foram adotadas medidas judiciais de sequestro de bens e de bloqueio de ativos financeiros relacionados aos investigados.
As diligências ocorreram nos estados de Sergipe, Bahia, Paraíba e Pernambuco. Em Sergipe, a ação alcançou os municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros.
Volume financeiro e indícios de lavagem
As apurações preliminares apontam que o grupo investigado movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026. Durante as investigações foram reunidos elementos que indicam prática de lavagem de capitais, com ocultação e dissimulação de recursos originados das atividades ilícitas.
Também foram identificadas a utilização de contas bancárias em nome de terceiros e a realização de depósitos fracionados, além da existência de patrimônio incompatível com a renda declarada por ao menos um dos alvos das investigações, conforme relatório policial.
Composição da força-tarefa
A FICCO/SE é formada por diversas forças federais e estaduais, reunindo a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Penal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais. A integração entre as instituições permitiu ações simultâneas em diferentes unidades da federação.
- Mandados de prisão temporária: 23
- Mandados de busca e apreensão: 26
- Estados envolvidos: Sergipe, Bahia, Paraíba e Pernambuco
- Municípios em Sergipe: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros
- Volume investigado: mais de R$ 100 milhões (2025–2026)
Impacto local e desdobramentos
Operações desse tipo buscam não apenas prender suspeitos, mas também desarticular estruturas financeiras que sustentam o crime organizado, por meio do bloqueio de bens e do rastreamento de fluxos de recursos. Em Sergipe, os alvos incluíram residências e estabelecimentos cujas apreensões ainda serão detalhadas pela investigação.
Autoridades policiais costumam encaminhar o material apreendido para perícia e manter a investigação para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com organizações de outras regiões. Decisões sobre prisões temporárias, pedidos de prisão preventiva e medidas cautelares posteriores dependem das provas colhidas e das determinações da Justiça.
Dados resumidos da operação
| Item | Quantidade / Local |
|---|---|
| Prisiões temporárias | 23 |
| Buscas e apreensões | 26 |
| Estados com diligências | Sergipe, Bahia, Paraíba, Pernambuco |
| Municípios em Sergipe | Aracaju; Nossa Senhora do Socorro; Laranjeiras; Barra dos Coqueiros |
| Movimentação investigada | Mais de R$ 100 milhões |
Próximos passos e transparência
A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe e as demais instituições integradas à FICCO/SE devem divulgar notas oficiais com detalhes sobre prisões efetivadas, bens sequestrados e encaminhamentos à Justiça. A polícia também tem prazo para concluir diligências complementares e encaminhar inquérito ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia se houver elementos suficientes.
Reportagens sobre operações dessa natureza costumam acompanhar as etapas subsequentes — como audiência de custódia, eventuais pedidos de prorrogação das prisões temporárias e decisões judiciais sobre bloqueios patrimoniais —, pois essas deliberações influenciam diretamente no andamento processual e na efetividade do combate ao crime organizado.
Fonte e foto: Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).