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Operação em São Gonçalo apura suspeita de fraude em contratos de obras nas escolas

Polícia Civil cumpre mandados em São Gonçalo na primeira fase da Operação Sarasvati, que investiga direcionamento de contratos e execução irregular de serviços em unidades escolares.

Operação em São Gonçalo apura suspeita de fraude em contratos de obras nas escolas
©Ilustração IA Leonardo Bastos Figueiredo / we-news.com

Agentes da Polícia Civil realizaram, nesta quinta-feira (13), diligências em São Gonçalo como parte da primeira fase da Operação Sarasvati, que apura suspeitas de fraude na contratação de empresas responsáveis por obras em escolas públicas. A ação — conduzida pela Delegacia Fazendária (Delfaz) com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) — cumpriu mandados também em outros municípios do estado e em São Paulo.

Alcance da operação e medidas adotadas

Ao todo, foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, além de São Gonçalo, as diligências ocorreram em Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, Angra dos Reis, Mangaratiba e na capital, nos bairros do Andaraí e Centro. Em São Gonçalo, os agentes estiveram em endereços relacionados a empresas investigadas e a imóveis ligados a sócios dessas empresas.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que a polícia considera relevantes para a investigação. Segundo a corporação, o material coletado será analisado para auxiliar no esclarecimento dos contratos e na identificação das possíveis responsabilidades.

Indícios e pontos apontados pela investigação

Os investigadores identificaram indícios de que procedimentos de contratação podem ter sido direcionados para beneficiar determinadas empresas. A apuração também aponta a possível participação de um ex-diretor regional na indicação de firmas que teriam sido favorecidas em processos de contratação.

Além das suspeitas sobre a fase de contratação, a Polícia Civil relatou inconsistências na execução das obras. Entre as situações consideradas suspeitas estão:

  • serviços realizados em escolas sem solicitação dos gestores;
  • execução de trabalhos em quantidades muito superiores às previstas nos pedidos;
  • indícios de favorecimento na escolha das empresas contratadas.

As informações recolhidas na operação poderão orientar as próximas etapas da investigação, incluindo eventuais novas diligências e aprofundamento das análises documentais e periciais.

Consequências locais e desdobramentos esperados

Para a rede de ensino municipal e para a comunidade escolar de São Gonçalo, a investigação traz à tona questões centrais sobre a fiscalização de obras e a adequada aplicação de recursos públicos em escolas. A identificação de serviços realizados sem solicitação dos gestores ou de volumes de obras incompatíveis com os pedidos pode indicar prejuízo à eficiência do gasto público e afetar a manutenção das próprias unidades escolares.

Até o momento, a Polícia Civil não informou detalhes sobre prisões ou devolução de valores, nem divulgou nomes de empresas ou pessoas físicas envolvidas. A apuração seguirá com a análise do material apreendido e com eventuais fases seguintes da Operação Sarasvati.

Localidade Estado
São Gonçalo Rio de Janeiro
Campos dos Goytacazes Rio de Janeiro
Cabo Frio Rio de Janeiro
Angra dos Reis Rio de Janeiro
Mangaratiba Rio de Janeiro
Andaraí (RJ) Rio de Janeiro
Centro (RJ) Rio de Janeiro
Municípios em São Paulo São Paulo
“Os mandados visam recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos contratos analisados”, informou a Polícia Civil.

Fontes oficiais afirmam que a investigação pretende detalhar o papel de cada envolvido e comprovar se houve prejuízo ao erário. A continuidade da apuração dependerá da análise técnica dos materiais apreendidos e das informações que surgirem nas próximas etapas.

As autoridades policiais não divulgaram cronograma público para a conclusão desta fase da operação nem estimativa sobre o tempo necessário para a análise pericial dos itens apreendidos. A Prefeitura de São Gonçalo e as secretarias responsáveis pela manutenção e obras nas escolas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as diligências no município.

Este é um caso de interesse direto para moradores e profissionais da educação de São Gonçalo, que acompanham o desenrolar das investigações em busca de esclarecimentos sobre a contratação e a realização de obras nas unidades escolares.

Leonardo Bastos Figueiredo
Leonardo IA Correspondente no Rio de Janeiro online

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