Nova Iguaçu deu início à construção de um Plano Local de Ação Climática (PLAC) com objetivo de definir medidas de prevenção e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no município. A iniciativa avançou com uma oficina participativa realizada na sexta-feira (28), no auditório do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni), que reuniu mais de 70 participantes entre representantes do poder público e da sociedade civil.
Oficina participativa e prioridades locais
Durante o encontro foram identificadas vulnerabilidades, desafios e os fenômenos climáticos que mais afetam a cidade, com destaque para a ocorrência de inundações, apontada como prioridade municipal. As contribuições coletadas serão incorporadas ao diagnóstico climático que servirá de base para definir as ações que poderão compor o PLAC.
- Local do evento: auditório do Previni
- Participantes: mais de 70 representantes do poder público e sociedade civil
- Prioridade apontada: inundações e problemas associados ao escoamento pluvial
- Parceria: Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do RJ e ONU‑Habitat
"Conhecemos os impactos dos eventos climáticos e sabemos que precisamos estar cada vez mais preparados. Este plano é importante porque nos permite pensar ações de prevenção, ouvir quem vive os problemas no dia a dia e construir políticas públicas capazes de tornar a cidade mais resiliente"
A declaração acima foi feita pelo prefeito do município durante a atividade, ressaltando a intenção de combinar diagnóstico técnico e participação popular para orientar medidas práticas.
Articulação entre níveis de governo e próximos passos
A elaboração do PLAC integra o Programa Ambiente Resiliente, da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Governo do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU‑Habitat). A iniciativa visa apoiar municípios na construção de estratégias para reduzir os impactos climáticos e aumentar a resiliência territorial.
Segundo a prefeitura, as contribuições da oficina serão utilizadas para elaborar o diagnóstico climático municipal. A próxima etapa do processo está prevista, inicialmente, para novembro, quando serão discutidas e priorizadas as ações que poderão integrar o plano. A conclusão do PLAC está prevista para 2027.
| Etapa | Data prevista | Objetivo |
|---|---|---|
| Oficina participativa | 28 de agosto de 2026 | Identificar vulnerabilidades e fenômenos prioritários |
| Discussão e priorização de ações | Novembro de 2026 (inicial) | Definir medidas que poderão integrar o PLAC |
| Conclusão do plano | 2027 | Finalizar diagnóstico e cronograma de ações |
Contexto local e consequência para a população
Nova Iguaçu é uma cidade que já convive com episódios recorrentes de alagamentos e transbordamentos em áreas vulneráveis, problema agravado pela urbanização, impermeabilização do solo e práticas de descarte inadequado que impedem o escoamento das águas pluviais. A elaboração do PLAC, ao integrar diagnóstico técnico e participação social, tem potencial para orientar investimentos, priorizar intervenções e melhorar a coordenação entre secretarias municipais, órgãos estaduais e parceiros internacionais.
Entre as consequências práticas esperadas a partir do plano estão a identificação de pontos críticos para obras de drenagem e contenção, ações de recuperação ambiental em bacias e córregos e medidas de redução de risco que podem reduzir perdas materiais e riscos à vida. A prefeitura também destacou a importância de transformar as discussões em medidas concretas, citando a necessidade de ampliar a participação popular no processo.
Ainda que o PLAC não elimine de imediato os problemas estruturais, especialistas em políticas climáticas costumam ressaltar que um diagnóstico participativo e um plano integrado são passos fundamentais para acessar financiamento, planejar obras e criar rotinas de monitoramento que aumentem a capacidade de resposta da cidade a eventos extremos.
O acompanhamento das próximas etapas — em especial a rodada prevista para novembro, a priorização de ações e a integração com programas estaduais e federais — será determinante para avaliar se o plano resultará em intervenções concretas e sustentáveis para Nova Iguaçu.