Reclamação generalizada sobre recomposição de calçadas
Moradores de diversos bairros de Nova Iguaçu relataram ao WE NEWS insatisfação com a forma como a concessionária Águas do Rio tem executado a recomposição de calçadas após obras. Segundo relatos, é comum que a empresa abra o piso para intervenção e, ao finalizar o serviço, cubra a área apenas com cimento, deixando um acabamento provisório que difere do piso original e, por vezes, cria desníveis e riscos à circulação.
A comparação mais repetida entre os moradores resume a frustração:
“Eles são como gafanhotos. Chegam, destroem tudo e vão embora”.
O problema, segundo quem vive na cidade, não é apenas estético. A substituição de pisos escolhidos pelo morador — pedra, cerâmica ou outro acabamento — por uma faixa cimentada pode gerar irregularidades que prejudicam pedestres, idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida. Em muitos relatos, o que resta após a intervenção parece um remendo, e não a recomposição esperada.
Questões práticas e pedidos de esclarecimento
Moradores e comerciantes fazem perguntas objetivas que, dizem, ainda não receberam resposta clara da concessionária:
- Qual o padrão técnico utilizado pela Águas do Rio para recompor calçadas?
- A empresa devolve o piso exatamente como encontrou, com o mesmo material e acabamento?
- Existe diferença de procedimento quando o revestimento original é cerâmica, pedra ou outro tipo de acabamento?
- Quem determina o tipo de acabamento e qual é o prazo para recomposição definitiva?
- Quantas calçadas foram abertas pela concessionária em Nova Iguaçu nos últimos anos?
São perguntas levantadas por moradores que, na prática, percebem ser comum o uso de uma única solução — a camada de cimento — como reparo provisório e, muitas vezes, definitivo.
Impactos sobre segurança e acessibilidade
As irregularidades relatadas têm consequências diretas na segurança viária local. Um degrau inesperado, uma depressão ou uma superfície escorregadia forçam pedestres a desviarem, aumentam o risco de quedas e dificultam a passagem de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê. Para quem gastou recursos na construção ou reforma da calçada, a sensação é de descaracterização do imóvel e de perda do investimento.
Transparência e responsabilidade da concessionária
Os relatos colhidos reforçam a necessidade de esclarecimento por parte da Águas do Rio sobre normas aplicáveis, procedimentos de recomposição e prazos. A transparência sobre quem arca com eventuais reparos mais completos — se a concessionária ou o morador — é demanda recorrente entre os afetados.
| Questão | Motivo |
|---|---|
| Padrão de recomposição | Garantir que o piso volte ao estado anterior ou que a solução seja segura e acessível |
| Prazos | Evitar permanência de obra provisória que compromete a mobilidade |
| Responsabilidade pelos custos | Definir quem arca com recomposição final quando a intervenção altera o acabamento |
O que esperar da fiscalização municipal
A Prefeitura e órgãos de fiscalização de serviços públicos têm papel central para mediar conflitos entre concessionárias e moradores. No caso de Nova Iguaçu, é esperado que autoridades municipais cobrem da empresa documentos que comprovem conformidade técnica e cronograma de recomposição onde houver necessidade de intervenções prolongadas. Enquanto isso, moradores relatam frustração por verem o patrimônio particular alterado sem garantias de retorno ao estado anterior.
Sem resposta oficial detalhada, a sensação entre os residentes é de que a intervenção é feita de maneira rápida e padronizada, sem levar em conta a pluralidade de revestimentos e necessidades locais. A demanda é clara: além de executar o serviço técnico de água e esgoto, a concessionária deve assegurar que a recomposição das calçadas respeite segurança, acessibilidade e o investimento do morador.
O WE NEWS tentou contato com a Águas do Rio pedindo esclarecimentos sobre padrões, prazos e número de recomposições efetuadas em Nova Iguaçu, e aguarda retorno para atualizar esta reportagem.