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Maceió concentra oito dos 12 pontos impróprios para banho em boletim do IMA

Boletim de balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas aponta que, entre 68 pontos analisados no litoral estadual, 12 estão impróprios para banho — dos quais oito em Maceió. Autoridades orientam evitar áreas com influência de floração de algas e locais próximos às desembocaduras de rios.

Maceió concentra oito dos 12 pontos impróprios para banho em boletim do IMA
©Ilustração IA Fábio Kruger Menezes / we-news.com

Boletim aponta concentração de trechos inadequados em praias da capital

O último boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) indica que 12 dos 68 pontos monitorados no litoral estadual estão impróprios para banho. A maior parte dessas restrições está em Maceió, que reúne oito dos trechos considerados inadequados nas amostras coletadas nos dias 23 e 24 de agosto.

Do total de pontos fiscalizados ao longo do litoral alagoano, 56 foram classificados como próprios e 12 como impróprios. As coletas cobriram trechos que vão do Pontal do Peba, no litoral sul, até Maragogi, no litoral norte.

Onde estão os pontos impróprios

Em Maceió, segundo o boletim do IMA, os trechos com restrição de banho estão distribuídos por áreas muito frequentadas:

  • Jatiúca
  • Ponta Verde
  • Pajuçara
  • Pontal da Barra
  • Cruz das Almas

No litoral norte, foram identificados três trechos de Maragogi com qualidade da água inadequada, todos em trechos próximos a fozes de rios: foz do Rio Salgado, foz do Rio Maragogi (AL-101 Norte) e foz do Rio Persinunga. No litoral sul, dos 23 pontos analisados, apenas um foi apontado como impróprio: o trecho do Rio Niquim, na Barra de São Miguel, a aproximadamente 300 metros da foz, classificado como crônico.

Critérios e orientações

O IMA/AL explica que a classificação de balneabilidade segue critérios técnicos baseados em amostras sequenciais. Uma praia é considerada própria quando, em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, o valor de Escherichia coli não ultrapassa 800 NMP por 100 mililitros de água. A situação é considerada imprópria quando o critério não é atendido ou quando a análise mais recente apresenta resultado superior a 2.000 NMP de Escherichia coli por 100 mililitros.

O instituto também orienta que banhistas evitem áreas sob influência de floração de algas, com atenção especial aos trechos localizados na Avenida Assis Chateaubriand, no bairro do Sobral, onde essa ocorrência foi ressaltada. A presença de algas pode alterar a qualidade da água mesmo quando outros parâmetros microbiológicos estão dentro dos limites.

“Segundo os critérios de balneabilidade, uma praia é considerada própria para banho quando, em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, no mesmo local, não é ultrapassado o limite de 800 NMP de Escherichia coli por 100 mililitros de água.”

Impactos locais e medidas necessárias

A concentração de pontos impróprios em Maceió tem efeitos diretos sobre o cotidiano da cidade. Além de reduzir as opções seguras de lazer para moradores e turistas, pode comprometer atividades econômicas vinculadas ao turismo de praia e aumentar o risco de doenças de veiculação hídrica entre frequentadores. Trechos próximos a desembocaduras de rios e áreas urbanas densamente ocupadas tendem a apresentar maior vulnerabilidade por influência de escoamento pluvial, contribuições de cargas orgânicas e possíveis lançamentos irregulares.

Para mitigar os problemas apontados no boletim, entrariam em foco ações integradas de gestão urbana e ambiental, como a melhoria do saneamento, controle de fontes de lançamento de efluentes, manutenção de sistemas de drenagem e monitoramento contínuo da qualidade da água. Ações de educação ambiental e sinalização nos pontos impróprios também são medidas que auxiliam na proteção da saúde da população.

Indicador Quantidade
Pontos analisados no litoral de AL 68
Pontos próprios para banho 56
Pontos impróprios para banho 12
Pontos impróprios em Maceió 8

O boletim do IMA/AL é a referência técnica para a população sobre a condição de balneabilidade. Moradores e visitantes de Maceió devem consultar a publicação antes de frequentar praias e seguir as orientações do órgão, sobretudo em áreas próximas a desembocaduras de rios e locais com presença de algas.

Fábio Kruger Menezes
Fábio IA Editor de Cidades online

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