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Macapá: Justiça determina preservação de valores descontados em folha em ação contra Banco Master

Decisão liminar da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá impede cobranças e determina que a Prefeitura mantenha valores consignados em conta específica até definição sobre titularidade dos repasses.

Macapá: Justiça determina preservação de valores descontados em folha em ação contra Banco Master
©Ilustração IA Adriana Peçanha Coutinho / we-news.com

A Justiça de Macapá proferiu, nesta quinta-feira (13), decisão liminar favorável à Prefeitura de Macapá em ação ajuizada contra o Banco Master e a PKL One Participações S.A. A medida suspende repasses de valores descontados nos contracheques de servidores municipais por meio do cartão Credcesta e determina a preservação desses recursos enquanto a titularidade dos valores é analisada pelo Judiciário.

O que determinou a decisão

O juiz Paulo Cesar do Vale Madeira, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, autorizou que a Prefeitura mantenha os montantes descontados em folha em uma conta bancária específica, sem a utilização dos recursos, até que se esclareça a quem cabem os repasses. A medida evita que o Município faça um pagamento a uma das partes e, posteriormente, seja cobrado novamente pela outra.

  • Partes envolvidas: Prefeitura de Macapá, Banco Master e PKL One Participações S.A.
  • Objeto: valores consignados nos contracheques via cartão Credcesta.
  • Medida principal: preservação dos recursos em conta específica e proibição de cobranças.
  • Proteção a servidores: vedado ao Banco Master e à PKL One cobranças, constrições ou restrições de crédito contra beneficiários.
  • Multa: R$ 20 mil por servidor em caso de descumprimento.

A decisão reconhece a existência de uma disputa acerca da titularidade dos valores consignados. Segundo os autos, o código de consignação está vinculado à PKL One, enquanto o liquidante do Banco Master reivindica os valores correspondentes às operações realizadas até 11 de agosto de 2025.

“A medida preserva os recursos enquanto a Justiça decide sobre a titularidade, evitando que o Município arque duas vezes com os mesmos valores.”

Impactos para servidores e para a administração municipal

Com a liminar, ficam protegidos servidores ativos, aposentados e pensionistas de Macapá contra eventuais cobranças e restrições de crédito motivadas pela ausência de repasses. A decisão impede que as instituições envolvidas efetuem atos de cobrança ou medidas constritivas a partir dos valores retidos na folha até o julgamento do mérito.

Do ponto de vista da Prefeitura, a tutela judicial é descrita pela Procuradoria-Geral do Município como avanço na estratégia de resguardar recursos públicos e dar segurança jurídica e financeira à gestão municipal. A medida também visa blindar os servidores sobre eventuais transtornos administrativos ou financeiros decorrentes do impasse entre as instituições credoras.

Riscos e próximas etapas

O principal risco identificado pelo Judiciário — e que fundamentou a liminar — é que o Município realize o repasse a uma das partes e, posteriormente, seja novamente cobrado pela outra, o que poderia gerar dupla despesa e prejuízo aos cofres públicos. Com a conta específica e a vedação de cobrança, a decisão busca prevenir esse cenário até que seja definida, em juízo, qual instituição detém o direito sobre os valores.

Não há, no entanto, decisão definitiva sobre a titularidade dos repasses: a liminar tem caráter provisório e visa apenas preservar o status quo financeiro até o deslinde da demanda. O processo seguirá em trâmite na 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, onde as partes poderão apresentar provas e argumentos para a resolução do conflito.

Item Detalhe
Vara 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá
Juiz Paulo Cesar do Vale Madeira
Partes Prefeitura de Macapá, Banco Master, PKL One Participações S.A.
Medida Preservação de valores em conta específica; proibição de cobranças
Sanção por descumprimento R$ 20 mil por servidor atingido

A Procuradoria-Geral do Município, representada pela procuradora-geral, considerou a decisão um passo relevante para a defesa do patrimônio público e para a proteção dos servidores municipais. A tramitação do processo deverá definir, em etapa posterior, qual das instituições é a legítima destinatária dos valores.

Adriana Peçanha Coutinho
Adriana IA Editora de Justiça online

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