O vice-governador Lucas Ribeiro, filiado ao Progressistas, protocolou nesta sexta-feira junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de sua candidatura ao cargo de governador da Paraíba. No documento enviado à Justiça Eleitoral, Ribeiro declarou um patrimônio de R$ 385.621,65.
Composição da chapa e da coligação
A candidatura de Lucas é apresentada em uma aliança ampla que reúne, além do Progressistas, partidos como a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Republicanos, Podemos, PSB, Mobiliza, Agir e a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade). O Progressistas mantém ainda federação com o União Brasil. Pela composição informada ao TSE, a coligação terá a maior parcela do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, estimada em cerca de 5 minutos e 17 segundos.
Para a vaga de vice-governadora, a chapa registrou Lígia Feliciano (União), ex-vice-governadora da Paraíba. Ela declarou à Justiça Eleitoral bens no total de R$ 2.332.302,77, valor que, segundo os dados do TSE, é inferior ao que ela havia informado em 2018.
Patrimônio e variação em relação a eleições anteriores
O documento de registro permite comparar as declarações patrimoniais atuais com as anteriores. Ribeiro informou R$ 385.621,65 em bens agora; em 2022, quando concorreu como candidato a vice-governador, havia declarado R$ 547.107,27. Já Lígia apresentou um patrimônio de R$ 2.332.302,77, que é R$ 1.401.858,16 abaixo do que constava em sua declaração de 2018.
| Nome | Patrimônio declarado (eleição anterior) | Patrimônio declarado (registro atual) |
|---|---|---|
| Lucas Ribeiro | R$ 547.107,27 (2022) | R$ 385.621,65 (2026) |
| Lígia Feliciano | R$ 3.734.160,93 (2018) | R$ 2.332.302,77 (2026) |
Trajetória política
Esta será a quarta disputa eleitoral de Lucas Ribeiro. Em 2016, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Campina Grande sem êxito; em 2020, foi eleito vice-prefeito de Campina Grande; e, em 2022, tornou-se vice-governador da Paraíba. Lígia Feliciano também disputa sua quarta eleição: foi eleita vice-prefeita de Campina Grande em 2012 e ocupou a vice-governadoria em mandatos anteriores.
Consequências práticas da composição partidária
Do ponto de vista prático, a aliança informada ao TSE tem impacto direto na dinâmica da campanha. Acesso maior ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão significa mais espaço para apresentar propostas, captar eleitores e construir imagem em curtíssimo espaço de televisão aberta — ainda que a influência do horário gratuito venha sendo relativizada pelo crescimento das redes sociais e de mídias digitais na campanha eleitoral.
Para o eleitor, a coligação pode traduzir-se em maior exposição das candidaturas e em uma coordenação política mais ampla para eventos e mobilização local. Em termos administrativos, o tempo de propaganda é calculado com base no tamanho das bancadas e na representatividade dos partidos federais, e a federação com o União Brasil contribui para a maior fatia obtida pela chapa.
Próximos passos
Com o registro no sistema do TSE, a candidatura de Lucas Ribeiro passa a constar formalmente na lista de candidatos aptos a disputar o cargo de governador. Ele se torna o quarto candidato a oficializar a postulação até a divulgação dos dados nesta sexta-feira. A partir do registro, a campanha poderá, entre outros procedimentos, arrecadar recursos conforme a legislação eleitoral, contratar pessoal e planejar a participação nos horários de propaganda, observadas as regras de financiamento e prestação de contas.
- Registro formalizado: candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba no TSE.
- Patrimônio declarado: R$ 385.621,65 (Lucas); R$ 2.332.302,77 (Lígia).
- Coligação ampla: reúne vários partidos e garante a maior fatia do horário eleitoral gratuito.
O registro foi divulgado pelo sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira. Outras informações sobre coligações, cronograma de campanhas e prestação de contas deverão ser disponibilizadas nos próximos dias pelos partidos e pela própria Justiça Eleitoral.