O Instituto de Polícia Científica (IPC) confirmou, nesta sexta-feira (18), que a morte de um bebê de um ano, ocorrida em uma ocupação no Centro de João Pessoa, foi causada por broncoaspiração associada à intoxicação exógena por veneno. O exame toxicológico complementar identificou a presença de terbufós, pesticida do grupo dos organofosforados, no corpo da criança.
O caso e os procedimentos periciais
Segundo informações do Instituto Médico-Legal (IML), com a conclusão dos exames complementares o laudo cadavérico foi finalizado e a causa da morte estabelecida. A criança havia sido atendida no dia 7 de setembro no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, apresentando sinais como agitação e engasgo, e não resistiu.
Inicialmente, a perícia havia apontado broncoaspiração e informou que exames toxicológicos seriam necessários para elucidar a causa completa do óbito. No dia 8 de setembro, o chefe do IML, Flávio Fabres, declarou que a causa indiciada era "sufocação consecutiva".
"sufocação consecutiva"
Investigação em andamento
O caso continua sob apuração da Polícia Civil da Paraíba. Entre as hipóteses levantadas pelas autoridades estava a possibilidade de ingestão de alimento destinado a gatos, supostamente contaminado por veneno; contudo, a investigação permanece em curso e as autoridades não confirmaram publicamente a dinâmica dos fatos além do laudo toxicológico.
- Local do fato: ocupação no Centro de João Pessoa;
- Atendimento inicial: 7 de setembro, Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa;
- Laudo toxicológico: identificação de terbufós (organofosforado);
- Órgãos envolvidos: IPC/IML e Polícia Civil da Paraíba.
Contexto e implicações locais
A confirmação de intoxicação por um pesticida organofosforado levanta questões sobre segurança no manuseio e armazenamento de produtos tóxicos em áreas urbanas, especialmente em ocupações informais, onde o acesso à informação, a vigilância sanitária e o controle ambiental costumam ser mais frágeis. Organofosforados como o terbufós são compostos com uso agrícola e alto potencial tóxico, cujo contato ou ingestão pode causar efeitos neurológicos e respiratórios agudos.
Mesmo sem informações públicas completas sobre as circunstâncias em que a criança foi exposta, a combinação de broncoaspiração e intoxicação exógena registrada no laudo sinaliza a necessidade de atuação coordenada entre saúde pública, assistência social e órgãos de fiscalização para mapear riscos na localidade e orientar moradias vulneráveis sobre práticas seguras de armazenamento de substâncias perigosas.
| Data | Evento |
|---|---|
| 7 de setembro | Criança socorrida ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa |
| 8 de setembro | Chefe do IML, Flávio Fabres, informa causa preliminar: "sufocação consecutiva" |
| 18 de setembro | IPC divulga laudo toxicológico complementando a causa como intoxicação por terbufós |
Autoridades de saúde e de proteção à criança podem ser acionadas para acompanhar famílias em ocupações e prevenir novos episódios. A Polícia Civil continuará a investigação para esclarecer a forma de exposição e eventual responsabilização, seguindo os procedimentos legais e periciais necessários.
WE NEWS mantém contato com os órgãos envolvidos para acompanhar desdobramentos e, assim que novas informações oficiais forem disponibilizadas, atualizará a reportagem.