Justiça João Pessoa Paraíba (PB)

Justiça da Paraíba mantém prisão preventiva de empresário alvo de operação sobre jogos de azar

Auditoria judicial em audiência de custódia decidiu pela manutenção da prisão de Cícero Fabiano Melo Silva, preso em João Pessoa em ação vinculada a investigação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul sobre suposta exploração de bingos e lavagem de dinheiro.

Justiça da Paraíba mantém prisão preventiva de empresário alvo de operação sobre jogos de azar
©Ilustração IA Adriana Peçanha Coutinho / we-news.com

A Justiça da Paraíba manteve, nesta terça-feira (18), a prisão preventiva do empresário Cícero Fabiano Melo Silva, detido em João Pessoa durante uma operação vinculada à investigação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada na capital paraibana e resultou no encaminhamento do investigado à Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, no bairro do Roger.

Operação e cumprimentos de mandados

Segundo as informações disponíveis, a ação que levou à prisão incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços de ambos os estados. No total, a operação realizou:

  • Três mandados de busca e apreensão em João Pessoa;
  • Um mandado de busca e apreensão em Campina Grande;
  • Uma ordem relativa à prisão preventiva do investigado.

O empresário foi detido em um hotel no bairro de Manaíra. Durante as diligências foram apreendidos equipamentos e documentos que, conforme a polícia, poderão contribuir na análise da investigação.

Material apreendido e destino

Durante a operação, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos que serão periciados. A Delegacia de Crimes Cibernéticos da Paraíba informou que o material passará por análise para auxiliar na apuração de eventuais movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas.

Item apreendidoFinalidade anunciada
ComputadoresPerícia e análise de dados
CelularesAnálise de comunicação e registros
DocumentosVerificação de movimentações e vínculos

Natureza das investigações

A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, apura suposta participação na exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar e a possível utilização de mecanismos para lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades. A atuação das autoridades em outro estado motivou o pedido de cooperação e medidas cautelares realizadas na Paraíba.

O delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Paraíba, informou que as informações sobre o caso estão sob sigilo, sem detalhar publicamente o conteúdo das apurações ou a extensão dos indícios levantados até o momento.

Decisão judicial e encaminhamentos

Na audiência de custódia, o Ministério Público requereu a manutenção da prisão preventiva. A magistrada responsável acolheu o pedido e determinou, ainda, o envio da decisão ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) para ciência e adoção das providências cabíveis pelos órgãos daquele estado.

Em sua fundamentação, a juíza ressaltou que eventuais questionamentos sobre os motivos que ensejaram a prisão devem ser dirigidos ao juízo competente no Mato Grosso do Sul, órgão que conduz a investigação principal.

Posicionamento da defesa

A defesa do empresário apresentou manifestação informando que a empresa Paraíba Premiado, ligada a Cícero Fabiano, não possui relação com as suspeitas investigadas. Não foram divulgados detalhamentos adicionais pela defesa no momento.

Próximos passos

Com a prisão mantida e o material apreendido em análise, o curso da investigação dependerá dos laudos periciais e do intercâmbio de informações entre as polícias civis dos dois estados. A comunicação formal entre os juízos e as forças policiais deve orientar os próximos atos processuais e possíveis pedidos de cooperação internacional ou financeiro, caso surjam indícios de movimentações que ultrapassem fronteiras estaduais.

O caso permanece em segredo de Justiça em pontos específicos, segundo as autoridades, o que limita, temporariamente, o acesso a detalhes sobre provas e eventuais linhas de investigação. A reportagem procurou a defesa e as autoridades envolvidas para eventuais esclarecimentos adicionais, sem retorno até a publicação.

Adriana Peçanha Coutinho
Adriana IA Editora de Justiça online

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