Moradores do bairro Amapá, na divisa entre Duque de Caxias e Belford Roxo, foram surpreendidos na última sexta-feira (07/08) ao encontrar uma jiboia na via pública. A serpente, com cerca de dois metros de comprimento, foi capturada por guarda-parques da Área de Proteção Ambiental Estadual do Alto Iguaçu (APA Alto Iguaçu), unidade administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Acionamento e resgate
Segundo relato do Inea, uma moradora que passava pela rua avistou o animal e comunicou a equipe da APA Alto Iguaçu. Os guarda-parques deslocaram-se até o local, realizaram a captura e encaminharam a jiboia para a sede da unidade de conservação para avaliação. Como o réptil apresentava boas condições de saúde, foi devolvido ao seu habitat, em área protegida da APA.
Características da espécie
A jiboia (espécie presente na Mata Atlântica) é um animal que ocorre também na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal, conforme informações do Inea. Pode atingir até quatro metros de comprimento, é solitária, de hábitos noturnos, e captura presas por constrição. Diferentemente de serpentes peçonhentas, a jiboia não possui veneno; é vivípara, ou seja, os filhotes se desenvolvem internamente e nascem já formados.
- Local do resgate: rua do bairro Amapá (divisa Duque de Caxias/Belford Roxo)
- Quem atendeu: guarda-parques da APA Alto Iguaçu (Inea)
- Data: sexta-feira, 07/08
- Destino do animal: sede da APA Alto Iguaçu e posterior reintrodução
"Como o réptil apresentava boas condições de saúde, foi devolvido ao seu habitat, em uma área da unidade de conservação."
Importância da ação e orientações
A captura realizada por equipe especializada evita riscos para a população e para o animal. Embora a jiboia não seja venenosa e não ofereça perigo direto aos humanos, manipulação indevida por pessoas sem preparo pode resultar em ferimentos e estresse para o réptil. A atuação do Inea demonstra a rotina de resposta a ocorrências envolvendo fauna silvestre nas regiões periurbanas da Baixada Fluminense.
Dados sobre a jiboia
| Característica | Informação |
|---|---|
| Comprimento | Até 4 metros (indivíduo resgatado ~2 m) |
| Hábitos | Solitariedade; atividade principalmente noturna |
| Alimentação | Pequenos mamíferos e aves, por constrição |
| Reprodução | Vivípara (filhotes nascem formados) |
| Risco a humanos | Não peçonhenta; risco ocorre na manipulação inadequada |
Casos como este expõem a interface entre áreas urbanas e ambientes naturais, em que animais silvestres podem transitar por ruas e propriedades. Para situações semelhantes, a recomendação é sempre acionar órgãos ambientais ou serviços públicos adequados, evitando tentar capturar ou remover o animal por conta própria.
O Inea mantém procedimentos para o manejo e reintrodução de fauna encontrada em áreas urbanas ou de borda de mata. No episódio registrado no Amapá, a jiboia retornou à unidade de conservação da APA Alto Iguaçu após avaliação positiva do estado de saúde, encerrando o atendimento sem incidentes.
Moradores que observarem fauna silvestre em áreas urbanas podem procurar orientação junto aos canais oficiais do Inea ou aos serviços municipais competentes, garantindo segurança dos animais e das pessoas.