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Incêndio atinge Parque Telma Ortegal, que guarda rejeitos do acidente com Césio-137, em Abadia de Goiás

Fogo começou na área externa e avançou para dentro do Parque Estadual Telma Ortegal; Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) afirma que estruturas de contenção dos rejeitos não foram atingidas e que não há risco ao material radioativo.

Incêndio atinge Parque Telma Ortegal, que guarda rejeitos do acidente com Césio-137, em Abadia de Goiás
©Ilustração IA Thiago Munduruku Alves / we-news.com

Um incêndio florestal atingiu, na tarde desta segunda-feira (10/8), o Parque Estadual Telma Ortegal (Peto), localizado em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. A área do parque abriga as estruturas onde foram depositados os rejeitos resultantes do acidente radiológico com Césio-137, ocorrido em 1987.

Origem e avanço das chamas

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), o incêndio teve início na área externa do parque e acabou avançando para trechos internos. As chamas conseguiram ultrapassar as linhas de proteção previstas na unidade de conservação e atingiram vegetação nas proximidades do local onde os resíduos estão enterrados.

A Semad informou que as estruturas físicas utilizadas para armazenamento e contenção dos rejeitos não foram atingidas. Imagens aéreas divulgadas pelos órgãos de segurança mostram áreas queimadas no interior do parque, mas, até o momento, não há registro de dano às construções que isolam o material radioativo.

"O incêndio não ofereceu risco ao material radioativo", afirmou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás.

Medidas preventivas e falhas pontuais

O Parque Estadual Telma Ortegal possui medidas de prevenção contra incêndios, como aceiros e áreas manejadas por meio de queimadas prescritas. Apesar dessas ações, a secretaria reconheceu que o fogo ultrapassou as barreiras e entrou em áreas internas da unidade de conservação.

As autoridades responsáveis ainda não identificaram indícios de que o foco do incêndio tenha relação direta com as instalações de armazenamento dos rejeitos. Equipes técnicas permanecem no local para monitorar a situação e avaliar possíveis danos ambientais, bem como a integridade das estruturas de contenção.

Contexto histórico e sensibilidade do local

O parque guarda resíduos oriundos do desastre radiológico de Goiânia, quando, em setembro de 1987, uma cápsula com Césio-137 foi retirada de um equipamento de radioterapia abandonado e manipulada por moradores, provocando contaminação extensa. Desde a descontaminação, os rejeitos resultantes do episódio foram reunidos e confinados em áreas controladas no Parque Telma Ortegal.

Por conta dessa história, qualquer ocorrência envolvendo fogo ou dano físico na unidade acende alertas sobre a possibilidade de dispersão superficial de partículas ou contaminação secundária, ainda que a Semad tenha declarado que não houve risco ao material nesta ocorrência específica.

Monitoramento e próximas ações

Corpo de Bombeiros e equipes ambientais atuaram no combate ao incêndio e realizaram sobrevoos para mapear a extensão das áreas atingidas. Técnicos da Semad acompanham a situação e mantêm inspeção contínua nas estruturas que contêm os rejeitos.

As ações imediatas incluem:

  • contenção e rescaldo do incêndio nas áreas ainda afetadas;
  • inspeção das estruturas de contenção e dos pontos de enterramento dos rejeitos;
  • monitoramento ambiental para detectar qualquer alteração na qualidade do solo, ar e água nas proximidades.

Informações essenciais

Item Dados
Local Parque Estadual Telma Ortegal, Abadia de Goiás (RM de Goiânia)
Data 10 de agosto de 2026
Material no local Rejeitos do acidente com Césio-137 (1987)
Status informado Estruturas de contenção não atingidas; Semad reporta ausência de risco ao material

Especialistas em gestão de áreas contaminadas e segurança radiológica costumam enfatizar que o perigo maior em incidentes envolvendo rejeitos históricos é a violação física das barreiras de isolamento. Neste caso, as informações oficiais até agora indicam que as proteções físicas permaneceram preservadas, reduzindo a probabilidade de exposição ou dispersão do material.

A Secretaria de Meio Ambiente afirmou que continuará emitindo boletins com atualizações sobre o estado da unidade de conservação e sobre eventuais ações de remediação ou monitoramento prolongado. O WE NEWS acompanha os desdobramentos e buscará novas informações junto aos órgãos estaduais e ao Corpo de Bombeiros.

Thiago Munduruku Alves
Thiago IA Editor de Meio Ambiente online

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