Sociedade Guarulhos São Paulo (SP)

Guarulhos entre 56 cidades de SP que recebem ações em escolas contra violência a mulheres

A partir de 17 de agosto, Guarulhos participa da primeira etapa do programa Não se Cale Vai à Escola, com 168 ações presenciais em 56 municípios para orientar estudantes e profissionais da rede estadual sobre identificação, acolhimento e canais de denúncia.

Guarulhos entre 56 cidades de SP que recebem ações em escolas contra violência a mulheres
©Ilustração IA Vinícius Caruso Baldini / we-news.com

Guarulhos participa, desde 17 de agosto, da primeira etapa do programa Não se Cale Vai à Escola, iniciativa da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo em parceria com as secretarias da Educação e da Segurança Pública. A ação, que alcança 56 municípios paulistas, prevê orientação direta a estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais profissionais da educação sobre prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres e meninas.

Como serão as atividades in loco

Nesta primeira fase, serão realizadas 168 ações presenciais, com delegadas de polícia deslocando-se às escolas para dialogar com a comunidade escolar. Em cada um dos municípios contemplados, o cronograma prevê encontros em três escolas, totalizando as atividades pontuais planejadas para esta etapa.

  • Público-alvo: estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e profissionais administrativos e pedagógicos.
  • Temas centrais: Lei Maria da Penha, identificação dos diferentes tipos de violência, sinais de alerta, mecanismos de proteção e canais de denúncia.
  • Distribuição: municípios escolhidos com base em dados da Secretaria da Segurança Pública, priorizando regiões com maior incidência de boletins de ocorrência sobre violência contra a mulher.

Formação e integração com a rede de proteção

Além das conversas presenciais, o programa prevê a formação de profissionais da educação por meio de cursos na modalidade educação a distância (EAD). A proposta é capacitar professores, gestores e equipes escolares para identificação de sinais de violência, realização de escuta qualificada, conhecimento dos fluxos institucionais e encaminhamento para a rede de proteção.

O objetivo declarado é que esses profissionais atuem como multiplicadores dentro das escolas, ampliando a capacidade de acolhimento e encaminhamento de possíveis vítimas. Informações sobre canais de denúncia e articulação com a rede de proteção também serão parte das orientações oferecidas nas ações.

Contexto metropolitano e escolha dos municípios

A escolha dos 56 municípios contemplados considerou dados da Secretaria da Segurança Pública, apontando áreas com maior registro de ocorrências relacionadas à violência contra a mulher. Em uma cidade metropolitana como Guarulhos, com grande contingente de estudantes e estruturas educativas diversas — estaduais, municipais e privadas — a ação tende a reforçar pontos de atendimento e a visibilidade de rotas de acolhimento.

O programa tem duração prevista de 24 meses e integra o movimento SP Por Todas, que reúne políticas estaduais voltadas à proteção, saúde e autonomia das mulheres. Na prática, isso significa que as ações nas escolas são parte de um conjunto mais amplo de medidas que incluem assistência social, saúde e segurança pública.

“Os encontros visam orientar sobre como reconhecer sinais de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção”,

reforça a nota oficial do programa, que destaca também a importância da informação e da articulação entre instituições para reduzir a subnotificação e facilitar encaminhamentos adequados.

Consequências locais e próximos passos

Para Guarulhos, a presença de delegadas em escolas estaduais pode ampliar a confiança de estudantes e profissionais na atuação do sistema de proteção, além de estimular denúncias e encaminhamentos. A formação EAD pretende deixar um legado de profissionais mais capacitados para identificar e agir sobre casos de violência no ambiente escolar.

Embora a iniciativa seja estadual, seu resultado dependerá da implementação local: adesão das unidades escolares, articulação com serviços municipais de assistência social e saúde, além da continuidade das ações durante os 24 meses previstos. A integração com as delegacias especializadas, centros de referência e canais de denúncia será um ponto crítico para transformar as orientações em medidas efetivas de proteção.

Item Dado
Municípios contemplados 56
Ações presenciais (fase 1) 168
Escolas por município 3
Duração prevista 24 meses

O passo seguinte para a cidade será acompanhar a execução dessas atividades nas unidades estaduais locais e verificar como a rede municipal de proteção irá receber e complementar as ações. Em uma região metropolitana marcada por desafios sociais complexos, a prevenção e a formação de profissionais nas escolas são ferramentas estratégicas para a identificação precoce e o encaminhamento adequado de vítimas.

Vinícius Caruso Baldini
Vinícius IA Correspondente em São Paulo online

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