Projeto municipal busca consolidar cadeia de moda na Região Noroeste
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), promoveu reunião no Paço Municipal para tratar da implantação de um polo produtivo de moda no Setor Recanto do Bosque, na Região Noroeste da capital. O terreno destinado ao empreendimento fica ao lado do Terminal Recanto do Bosque e já está vinculado à Sedicas, segundo o secretário Adonídio Neto.
Ao encontro compareceram representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em uma articulação entre gestão municipal, órgãos de apoio e instituições formadoras.
“Com a autorização do prefeito Sandro Mabel, a área onde será construído o polo, ao lado do Terminal Recanto do Bosque, é uma área nobre da prefeitura e já está em nome da Secretaria de Desenvolvimento para fazer o projeto”, explicou o secretário Adonídio Neto.
Recursos e etapas do projeto
O projeto já teve elaboração inicial custeada pelo Sebrae, que, conforme a Sedicas, aplicou mais de R$ 500 mil no desenvolvimento do plano de negócios. Esse diagnóstico definiu modelos de funcionamento, público-alvo, possíveis fontes de financiamento, estrutura de governança e modelo de custeio.
Em seguida, a Seinfra investiu mais de R$ 1 milhão na elaboração técnica do empreendimento, com despesas de contratação para estudos de topografia, levantamento do plano de métricos e projeto de infraestrutura. Segundo a Secretaria, essas etapas estão em fase de conclusão, após as quais serão produzidos o projeto executivo, a orçamentação e o termo de referência para licitação e definição do ente responsável pela obra.
Capacitação pelo Senai e público atendido
O Senai será responsável pela preparação do setor produtivo por um período de 12 meses, iniciando capacitações no mês seguinte à reunião. A previsão inicial inclui 120 pessoas inscritas para treinamentos. Três perfis serão contemplados:
- Pessoas em situação de informalidade, para transição à formalidade;
- microempreendedores individuais e informais;
- empresas de pequeno porte já atuantes no setor de confecção.
A Sedicas informou que a intenção é concluir a etapa de capacitação até dezembro deste ano. Já a edificação do polo, conforme o projeto apresentado, teria previsão de entrega até outubro do próximo ano. O plano inclui que as empresas instaladas no polo permaneçam por um período de três anos, com a comercialização da produção voltada aos empresários da região da Rua 44.
Impactos locais e desafios operacionais
O projeto reúne elementos que podem ampliar a capacidade produtiva e a formalização de micro e pequenas empresas do setor têxtil em Goiânia, além de promover articulação entre formação técnica e demanda do mercado local. A proximidade com o Terminal Recanto do Bosque pode favorecer logística e acessibilidade para trabalhadores e escoamento da produção.
Entre os pontos que ainda dependem de definição estão o cronograma detalhado da obra, a fonte final de financiamento para a execução e o modelo de governança operacional do polo ao fim do período inicial de três anos. Também será necessário definir os instrumentos legais para que a Prefeitura, a Seinfra e parceiros privados ou institucionais possam formalizar contratações e licitações previstas no termo de referência.
| Item | Valor/Meta |
|---|---|
| Projeto de negócio (Sebrae) | Mais de R$ 500 mil |
| Estudos de infraestrutura (Seinfra) | Mais de R$ 1 milhão |
| Capacitação (Senai) | 12 meses, 120 pessoas |
| Prazo de permanência das empresas | 3 anos |
Para os moradores e trabalhadores da região, o polo representa potencial geração de emprego formalizado e qualificação técnica, mas o impacto dependerá da efetiva conclusão das obras e da articulação com compradores, especialmente empresários da Rua 44, apontados como mercado garantido para parte da produção.
A Prefeitura e as instituições envolvidas afirmaram que os próximos passos são a finalização dos projetos executivos e a publicação do termo de referência para licitação. A continuidade dependerá, portanto, da tramitação administrativa e da disponibilidade orçamentária dos entes participantes.