A exposição “O que resta e o que sonha”, da artista visual Anna Rita Araújo, permanece aberta ao público no Museu de Arte de Goiânia (MAG) até o dia 31 de agosto. A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) confirmou a continuidade da mostra nesta segunda-feira (10/8). A visitação é gratuita e ocorre na Sala Ana Maria Pacheco.
Obras e temas
A mostra reúne obras produzidas entre 2020 e 2025 e abrange três técnicas principais: pinturas em acrílico, aquarelas e cerâmicas. Segundo a descrição da curadoria, as peças dialogam por meio de uma linguagem que privilegia a poesia e a sensibilidade estética, propondo reflexões sobre memória, deslocamento, transformação e identidade.
- Técnicas exibidas: acrílico, aquarela e cerâmica.
- Período de produção das obras: 2020–2025.
- Temas centrais: memória, deslocamento, transformação e identidade.
- Elemento recorrente: representações florais que ultrapassam a mera figuração natural.
As flores, em diferentes formas e cores, ocupam papel de destaque na mostra. A curadoria aponta que essas criações imaginárias rompem com a representação estrita da natureza para abordar questões como crescimento, permanência, delicadeza e renovação, estabelecendo um campo de experimentação entre as linguagens expostas.
“As obras formam um jardim de flores imaginadas, reunindo diferentes linguagens em um mesmo campo de experimentação artística.”
Contexto da produção e percurso da artista
A mostra apresenta parte da pesquisa desenvolvida por Anna Rita Araújo durante uma residência nos Estados Unidos. Essa experiência de deslocamento alimenta o eixo reflexivo da exposição, que liga vivências interculturais a investigações sobre processos criativos e memória pessoal e coletiva.
Anna Rita Araújo é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (USP). Seu trabalho combina a prática artística com investigações acadêmicas sobre criação e ensino das artes, o que se reflete na diversidade técnica e na dimensão investigativa da exposição em cartaz no MAG.
Visitação e informações práticas
O Museu de Arte de Goiânia mantém atendimento presencial com horários diferenciados durante a semana e aos finais de semana. Abaixo, informações de acesso e horários:
| Local | Horários |
|---|---|
| Museu de Arte de Goiânia (MAG) – Sala Ana Maria Pacheco | Terça a sexta: 8h–12h e 13h–17h; sábados, domingos e feriados: 8h–18h |
A exposição tem entrada gratuita e pode interessar a estudantes, docentes, pesquisadores e público em geral interessado em artes visuais e processos de criação contemporânea. A programação do MAG costuma integrar atividades educativas e visitas mediadas; interessados em grupos escolares ou em ações educativas podem procurar a Secretaria Municipal de Cultura para informações sobre agendamento e atividades complementares.
Relevância local
A permanência da mostra no MAG reforça o papel do museu como espaço de circulação de pesquisa artística e de diálogo entre universidade e cidade. Ao expor trabalhos produzidos no âmbito de uma residência internacional, a mostra cria pontes entre referências locais — como a atuação da artista na UFG — e experiências transnacionais, contribuindo para a formação de públicos e para a visibilidade da cena artística de Goiânia.
Para quem pretende visitar, a exposição oferece uma oportunidade de observar como técnicas distintas se articulam em um mesmo projeto curatoral e de refletir sobre temas contemporâneos que atravessam práticas artísticas e processos de ensino nas artes.