Em Santo André, a candidata a deputada estadual por São Paulo Bete Siraque (PT) relatou que ao menos 50 banners de sua campanha foram vandalizados no domingo (6). Segundo a candidata, os cortes foram concentrados na região do rosto das imagens e a ação é classificada por sua equipe como violência política de gênero.
Descrição do incidente e reação da campanha
De acordo com a candidata, os materiais foram encontrados no fim da tarde do domingo e exibiam rasgos feitos com instrumentos cortantes — “navalha, estilete ou algo do tipo”, conforme relato divulgado ao Diário do Grande ABC. A escolha da área danificada, sempre sobre o rosto, levou a campanha a interpretar o ocorrido como intimidação direcionada a uma mulher candidata.
“Fomos recolher os itens no final da tarde de ontem e nos deparamos com vários banners cortados. O detalhe é que todos os rasgos foram feitos justamente no meu rosto. Passaram navalha, estilete ou algo do tipo. Nós, mulheres, já somos a minoria na política e ainda temos que enfrentar esse tipo de intimidação, porque é disso que se trata.”
Bete Siraque informou que acionou sua equipe jurídica para formalizar denúncia e buscar imagens de câmeras de monitoramento que possam identificar os responsáveis. A candidata também afirmou que analisa o episódio como premeditado, dado o padrão e a quantidade de peças danificadas.
Resposta pública: ato simbólico e protesto
Em resposta, a campanha organizou um ato simbólico para a tarde desta segunda-feira (7), a partir das 14h30, na Rua Oliveira Lima, em Santo André. A proposta é costurar parte dos windbanners danificados durante o ato, acompanhada por outras mulheres e apoiadores, como forma de resistência àquilo que definem como violência política de gênero.
- Data do fato: 6 de setembro (domingo)
- Quantidade de banners danificados: cerca de 50, segundo a candidata
- Local do ato simbólico: Rua Oliveira Lima, Santo André — 7 de setembro, 14h30
Segundo a candidata, o Diretório Estadual do PT informou que não há relato semelhante em outras cidades do estado. A campanha cita apenas episódio parecido divulgado por Manuela D’Ávila (PSol), em Porto Alegre, também com cortes concentrados no rosto das imagens.
Implicações locais e contexto
O episódio ocorre em um momento de intensificação da campanha eleitoral e repercute em Santo André por envolver violência simbólica e possíveis tentativas de silenciamento de candidaturas femininas. A estratégia adotada pela campanha — documentar, acionar a via judicial e promover um ato público de resistência — busca tanto responsabilizar eventuais agressores quanto transformar o dano em visibilidade política.
| Item | Informação |
|---|---|
| Data do vandalismo | 6 de setembro de 2026 |
| Peças danificadas | ≈ 50 banners |
| Local do ato | Rua Oliveira Lima, Santo André (7/9, 14h30) |
A existência de danos em material de campanha é tipicamente enquadrada como crime eleitoral e pode gerar investigação da polícia e da Justiça Eleitoral, caso a denúncia formal seja registrada com elementos probatórios suficientes. A busca por imagens de câmeras de segurança anunciada pela equipe será peça central para identificar autores e esclarecer se houve coordenação ou ação isolada.
Em termos políticos, episódios dessa natureza alimentam debates sobre a presença e o tratamento de mulheres na vida pública, e podem mobilizar tanto apoiadores quanto organismos de defesa dos direitos eleitorais. Em Santo André, o caso será acompanhado por lideranças partidárias locais e por órgãos que atuam contra a violência política.
Até o fechamento desta reportagem não havia informação pública sobre prisões ou identificação dos responsáveis pelo vandalismo.