Prazo de registro e mapa da disputa
O prazo para o registro de candidaturas às eleições de 2026 terminou em 15 de agosto, e o Estado de Sergipe terá oficialmente seis candidatos na disputa pelo governo. O calendário eleitoral prevê o primeiro turno em 4 de outubro e um eventual segundo turno em 25 de outubro.
Das informações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgadas por veículos que acompanharam o fechamento do prazo, destacam-se duas candidaturas que aparecem à frente nas sondagens e na mobilização partidária: Fábio Mitidieri (PSD) e Valmir de Francisquinho (Republicanos).
Quem são os candidatos
Em ordem alfabética, a disputa estadual conta com os seguintes nomes e legendas:
- Dr. Helton Monteiro (PSol)
- Emanuel Cacho (PSDB)
- Fábio Mitidieri (PSD)
- Ricardo Marques (PL)
- Taty Cristina (Democracia Cristã)
- Valmir de Francisquinho (Republicanos)
| Candidato | Partido |
|---|---|
| Dr. Helton Monteiro | PSol |
| Emanuel Cacho | PSDB |
| Fábio Mitidieri | PSD |
| Ricardo Marques | PL |
| Taty Cristina | Democracia Cristã |
| Valmir de Francisquinho | Republicanos |
Coligações e composição partidária
A candidatura de Fábio Mitidieri formalizou uma coligação que reúne, além do PSD, seis partidos: PT, PC do B, PV, União Brasil, PP e Solidariedade. A aliança indica esforço em ampliar a base de apoio e combinar estruturas eleitorais para campanha e capilaridade nos municípios.
O registro de coligações e apoio partidário tem efeito direto no acesso a tempo de rádio e televisão, logística de campanha e eventual transferência de votos, sobretudo em uma disputa competitiva como a desenhada até aqui.
Pesquisas e cenário competitivo
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de agosto aponta liderança numérica de Mitidieri com 43% das intenções de voto, contra 40% de Valmir de Francisquinho. A margem entre os dois candidatos mostra uma disputa apertada, dentro de intervalo que pode ser sensível a variações de campanha, decisões judiciais sobre registros ou mudanças de parceria partidária.
Com seis candidaturas no páreo, o desfecho em primeiro turno depende da capacidade de um dos grupos políticos de ultrapassar a barreira dos 50% mais um dos votos válidos. Caso nenhum atinja esse índice, a segunda etapa, em 25 de outubro, definirá o vencedor entre os dois mais votados.
Contexto eleitoral do estado
Sergipe é o 22º maior colégio eleitoral do país, com cerca de 1,74 milhão de eleitores, o que representa 1,10% do eleitorado nacional. O tamanho da bancada de eleitores exige estratégias específicas de campanha, que aliem mobilização local e presença em regiões interioranas e na capital Aracaju.
Procedimentos judiciais e próximos passos
O TSE registra oficialmente as candidaturas apresentadas pelos partidos e suas coligações. O prazo de 15 de agosto marca o encerramento do registro, mas podem ocorrer impugnações e contestações judiciais que alterem a lista de candidatos até a homologação final das candidaturas.
Eventuais recursos e ações na Justiça Eleitoral podem questionar requisitos de elegibilidade, prestação de contas prévias ou outros impedimentos. Enquanto isso, os partidos seguem com a montagem de plataformas de campanha e definição de candidaturas a vice e a vagas proporcionais.
O que muda para o eleitor
Para o eleitor sergipano, o fechamento das candidaturas significa que, a partir deste momento, as estratégias de campanha estarão definidas em termos de nomes e coligações. Nas próximas semanas, começam a ganhar importância os debates, pesquisas regionais detalhadas e a programação oficial de comícios e agendas públicas, além do acesso a propostas de governo registradas junto ao TSE pelos candidatos.
Nas próximas etapas, observadores e eleitores deverão acompanhar: (i) a validação das candidaturas pelo Judiciário eleitoral; (ii) a evolução das pesquisas de intenção de voto; e (iii) a movimentação dos partidos em direção a possíveis alianças locais que podem redefinir a disputa municipal e estadual.